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Parece, mas não é: fique atento aos alimentos com mais fraudes no Brasil e saiba como identificar produtos alterados
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Um levantamento mostrou quais são os produtos que encontramos nas prateleiras do mercado que mais sofrem com fraude

Parece, mas não é: fique atento aos alimentos com mais fraudes no Brasil e saiba como identificar produtos alterados

Veja a lista dos produtos mais fraudados no Brasil! (Crédito: Shutterstock)

Alguns produtos fraudados, apesar de contra a lei, não afetam diretamente nossa saúde, como roupas e dvds de filmes e jogos. Porém, quando se trata de alimentação, o cuidado deve ser redobrado, afinal, produtos alimentícios falsificados ou adulterados podem causar diversos problemas de saúde.

Segundo a FDA, a agência regulatória dos Estados Unidos, equivalente à Anvisa aqui no Brasil, 1% de todos os alimentos produzidos no mundo sofrem algum tipo de fraude. E, no Brasil, não é diferente: uma reportagem da BBC Brasil fez um levantamento e descobriu quais são os alimentos mais fraudados por aqui. Vem ver quais são!

Produtos mais adulterados no Brasil

O levantamento da reportagem descobriu que muitas fraudes comuns são as do tipo em que  produtos de qualidade inferior são comercializados como produtos de qualidade superior. Por exemplo, arroz tipo 3 vendido como tipo 1.

O levantamento da reportagem separou os alimentos fraudados em dois tipos, os de origem vegetal  e os de origem animal. No primeiro caso, a reportagem apontou que os mais fraudados no Brasil em 2023 foram:

  • Vinho
  • Café
  • Azeite de oliva
  • Suco concentrado
  • Suco natural
  • Vinagre e fermentados acéticos
  • Água de coco
  • Feijão
  • Refrescos e preparados
  • Néctar (a bebida transitória entre suco e refresco)

De acordo com a reportagem, os fiscais brasileiros apreenderam, por exemplo, 131 mil litros de azeite de oliva com indícios de fraude. Outros números citados foram da água de coco (66 mil litros), o néctar (59 mil litros), o vinho (57 mil litros) e o café (45 mil quilos).

Esses itens são alvos frequentes devido ao seu alto valor agregado e às possibilidades de adulteração, como a adição de substâncias não declaradas ou substituição de ingredientes por opções mais baratas.

Já quanto aos produtos de origem animal, a reportagem apontou que cerca de 6% dos leites pasteurizados estavam fora do padrão estabelecido e foram potencialmente alterados com a adição de soro de leite, açúcares, sais e conservantes.

Além disso, frangos e pescados também foram analisados. Por exemplo, foi notada a adição de água nas carcaças de frango e em pescados congelados superior ao permitido em muitos casos.

E no mundo, quais são os alimentos mais adulterados?

Segundo a reportagem da BBC, os dados revelam que os dez alimentos mais fraudados no mundo foram:

  • Leite de vaca
  • Azeite de oliva extravirgem
  • Mel
  • Carne bovina
  • Pimenta em pó
  • Azeite de oliva sem especificação de qualidade
  • Cúrcuma em pó
  • Leite em pó
  • Vodka
  • Ghee (manteiga clarificada)

Lembrando que as implicações das fraudes alimentares vão além das questões econômicas. Elas podem afetar a saúde pública de forma grave, como no caso de adição de substâncias tóxicas em alimentos ou a presença de ingredientes não declarados que podem causar reações alérgicas. 

Para proteger-se, a recomendação é que os consumidores estejam atentos a preços suspeitos, verifiquem selos de inspeção e comuniquem possíveis alterações no sabor ou na qualidade dos produtos.

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