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Chás que ajudam na digestão não são mito, e já foi comprovado pela ciência: conheça alguns deles
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Descubra como os chás digestivos atuam no organismo para ajudar no processamento de alimentos

Chás que ajudam na digestão não são mito, e já foi comprovado pela ciência: conheça alguns deles

Os especialistas recomendam o consumo de 2 a 3 xícaras de chá por dia como forma segura (Foto: Shutterstock)

Você sabe quais são os melhores chás para ajudar na digestão? Muitas pessoas recorrem a essas bebidas naturais para aliviar gases e ajudar a processar os alimentos após uma refeição mais pesada.

Alguns tipos são mais populares, como é o caso do chá de hortelã, de carqueja, camomila, erva-doce, boldo e chá-verde. E esses efeitos não são um mito.

Os especialistas recomendam o consumo de 2 a 3 xícaras por dia de forma segura. Mas ainda assim existem dúvidas sobre contraindicações e os cuidados que devem ser tomados ao ingerir chás.

Será que essas bebidas são realmente uma garantia de melhora para a digestão? Descubra a seguir!

Chás reconhecidos pela ciência como benéficos para a digestão 

Muitos chás são conhecidos pelos seus benefícios na melhora da digestão, e não se limita ao conhecimento popular. A ciência explica esses efeitos, conforme destaca o site G1:

1. Chá de hortelã-pimenta (Mentha piperita)

A Anvisa autoriza o uso das folhas de ramos da planta, que auxilia no alívio de cólicas e sensação de empachamento devido ao efeito antiespasmódico do mentol.

Relaxa os músculos do trato digestivo, reduzindo gases, aliviando inchaço e sintomas de refluxo.

Pesquisas sugerem benefícios no tratamento da síndrome do intestino irritável (SII) e dispepsia funcional.

2. Chá de carqueja (Baccharis genistelloides)

A Anvisa autoriza o uso das folhas da planta para o chá, que auxilia na digestão, especialmente quando há refluxo ou má digestão de alimentos gordurosos.

A carqueja também se destaca por ajudar na função do fígado.

3. Chá de camomila (Matricaria chamomilla)

A Anvisa autoriza o uso dos capítulos florais. A camomila é calmante e ajuda a aliviar a má digestão e cólicas leves, muito devido ao seu efeito relaxante sobre o trato gastrointestinal.

O chá ajuda a aliviar desconforto estomacal e possui propriedades anti-inflamatórias.

4. Chá de erva-doce (Foeniculum vulgare)

Os frutos são as partes autorizadas pela Anvisa. Esse chá contribui na redução do inchaço, no combate de gases, cólicas, além de trazer alívio após refeições pesadas.

Isso acontece porque a erva-doce contém compostos com ação carminativa e anti-inflamatória. Estudos comprovam seu efeito contra cólicas e distensão abdominal.

5. Chá de boldo (Peumus boldus)

A Anvisa autoriza o uso das folhas. O chá de boldo estimula a produção da bile, ajudando na digestão de gorduras e na função hepática.

No entanto, o consumo desse chá deve ser moderado por cousa da presença de alcaloides (compostos químicos orgânicos produzidos principalmente por plantas).

6. Chá verde (Camellia sinensis)

As partes do vegetal autorizadas pela Anvisa são as folhas e os talos. Estudos demonstram que alguns compostos presentes no chá-verde, como as catequinas, podem melhorar o metabolismo e ter efeitos protetores sobre o fígado e intestinos.

7. Chá de gengibre

O chá de gengibre é eficaz na redução de náuseas e vômitos, especialmente em enjoos matinais e pós-operatórios. Seus efeitos se devem ao gengirol, substância com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Reconhecido pela Anvisa como fitoterápico, deve ser consumido com orientação profissional devido às possíveis contraindicações.

Como comprar e consumir os chás com segurança

Alguns cuidados devem ser tomados na hora de comprar chás. O ideal é comprá-los a granel e em locais confiáveis para evitar contaminações por fungos, pesticidas ou outros resíduos, alerta a nutricionista Nathali Loyola ao G1.

A dose segura é de 2 a 3 xícaras por dia, conforme o rótulo. O ideal é consumir no mesmo dia do preparo, pois os compostos bioativos se perdem com o tempo, mesmo refrigerados.

O consumo deve ser morno, preferencialmente após refeições mais pesadas, e com pouco ou nenhum açúcar.

"Se você estiver precisando frequentemente de chás para auxiliar a digestão, pode ser um sinal de que algo não está bem com sua saúde gastrointestinal, e uma visita ao especialista deve ser considerada", acrescenta o gastrocirurgião Alvaro Faria.

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