Essa proteína animal é apontada por estudos e pesquisas como uma ótima alternativa para a saúde e para o meio ambiente (Foto: Shutterstock)
Se você está na busca por fontes ricas em proteínas animais para variar o frango no seu prato, algumas alternativas têm sido exploradas em estudos e pequisas nos últimos dez anos e podem ser um caminho eficiente para ampliar o seu cardápio.
Já pensou na ideia de substituir a carne por insetos comestíveis, processo conhecido como entomofagia? Para muitas culturas, como é o caso no Brasil, isso parece exótico, mas em alguns países, essa opção nutricional vem conquistando adeptos.
Conheça os beneficios do consumo de insetos e descubra o que eles podem fazer pela sua saúde!
Esses animais exóticos são mais vantajosos do que o frango
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) participa do debate sobre o consumo de insetos como um caminho para a segurança alimentar.
No ano de 2014, a agência das Nações Unidas publicou o livro "Insetos Comestíveis: perspectivas futuras para a segurança alimentar e nutricional", colocando luz ao assunto.
Diferentes estudos apontam que criar insetos tem um impacto ambiental menor do que produzir carne de boi, porco e frango. Além disso, o consumo de água e uso do solo é expressivamente mais baixo.
Esses animais são ricos em proteína
Embora sejam reconhecidos como mais vantajosos para o meio ambiente e para a segurança alimentar, o uso de insetos como ingrediente ainda é um desafio para muitas culturas.
De acordo com um artigo publicado no The Conversation assinado pelo professor Edgar Pulido Chávez, do Centro de Estudos para a Agricultura, Alimentação e Crise Climática, da Universidade de Guadalajara, e Alejandro Corona Mariscal, da Universidade Politécnica de Valência, cerca de 2.250 espécies de insetos e aracnídeos são consumidas no mundo, como besouros, borboletas, vespas e abelhas.
Na Europa, a legislação autoriza a produção de quatro espécies para o consumo humano:
- Larvas de besouro-da-farinha (Tenebrio molitor);
- Gafanhoto-migratório (Locusta migratoria);
- Grilo doméstico (Acheta domesticus);
- Larvas do besouro-do-estábulo (Alphitobius diaperinus).
Considerando o peso seco, essas espécies contêm 53,2%; 56,8%; 62,6% e 50,79% de proteínas, respectivamente.
Ao comparar a proporção de proteína da carne de boi, porco e frango, eles oferecem 24,1%, 22,2% e 21%, respectivamente.
O uso dessas proteínas deve ser combinado com uma dieta variada
Apesar de serem valiosos pelo alto teor de proteína - o que garante mais saciedade -, os insetos comestíveis devem ser combinados em uma dieta com outros grupos de alimentos, incluindo essencialmente frutas, vegetais, cereais, peixes, além de nutrientes, como gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais.
Os especialistas destacam: "Suprir as necessidade de proteínas requer menor quantidade de alimento se as obtivermos dos insetos. Sem contar os benefícios ambientais da micropecuária, assim como um investimento menor em comparação com a pecuária industrial".
Eles acrescentam que os insetos também contam com cerca de 60% de ácidos graxos monoinsaturados: "O que os torna uma opção de consumo cardioprotetora, aliado do cuidado cardiovascular."
Os pratos elaborados com insetos comestíveis têm a capacidade de proporcionar uma experiência gastronômica única e nutritiva, destacam os especialistas.
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