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Um farmacêutico diz que é o "alimento mais perigoso do mundo" e nós o consumimos todas as semanas
Isabela HenriquesPor  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Um farmacêutico alerta sobre os riscos do consumo excessivo de batata frita e explica o que acontece com o alimento em altas temperaturas. Saiba quando o consumo vira problema e como comer com mais segurança!

Um farmacêutico diz que é o "alimento mais perigoso do mundo" e nós o consumimos todas as semanas

A batata frita, comum no prato-feito, é considerada um dos alimentos mais perigosos do mundo por esse especialista (Créditos: Shutterstock)

Poucas coisas são tão irresistíveis quanto uma batata frita crocante. Ela acompanha hambúrguer, carne, lanche rápido e até o almoço do dia a dia. Mas um farmacêutico está chamando atenção para os riscos que esse alimento pode trazer quando consumido em excesso ou do jeito errado.

O problema não é a batata em si

A batata, sozinha, é um ingrediente nutritivo. Tem fibras, potássio e vitaminas. O problema começa quando ela vai para a frigideira com muito óleo quente. As altas temperaturas combinadas com o amido da batata criam compostos químicos que podem ser prejudiciais ao organismo, como a acrilamida.

Em 2015, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos confirmou que a acrilamida presente nos alimentos pode aumentar o risco de câncer em pessoas de todas as idades, incluindo crianças. Esse composto se forma em alimentos ricos em carboidratos quando aquecidos acima de 120°C com pouca umidade, como acontece ao fritar, assar ou torrar. Além da batata frita, café, biscoitos e pães também estão nessa lista.

Outro ponto de atenção é a formação de compostos chamados AGEs, que podem contribuir para inflamações e doenças cardiovasculares.

E o ketchup piora?

Sim, pode piorar. A maioria dos ketchups industrializados leva xarope de milho rico em frutose e amido adicionado. Essa combinação com a batata frita pode provocar picos de açúcar no sangue e aumentar a inflamação no organismo.

Então precisa parar de comer batata frita?

Não necessariamente. Segundo o farmacêutico e jornalista de saúde Sento Segarra, a batata frita não é proibida, mas pede moderação. Consumida uma ou duas vezes por semana, acompanhada de vegetais e preferencialmente preparada no forno ou na airfryer sem adição de óleo, ela não representa risco significativo à saúde.

O problema maior aparece quando o consumo passa de duas vezes por semana e a preparação envolve muito óleo. Nesse caso, o risco de doenças cardiovasculares, ganho de peso e problemas metabólicos aumenta consideravelmente.

A batata tem nutrientes de valor e seria uma pena tirá-la do prato completamente. O segredo, como quase sempre na alimentação, está no equilíbrio.

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A receita de batata crocante na airfryer que destronou a batata frita tradicional: fácil, sem sujeira e douradinha!

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