Substância presente na fruta que comemos diariamente demonstrou um efeito poderoso para quem sofre com mal de Parkinson
Isabela HenriquesPor  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Essa fruta tem flavonoides e resveratrol, compostos antioxidantes que podem ajudar na proteção das células do cérebro em pessoas com Parkinson

Substância presente na fruta que comemos diariamente demonstrou um efeito poderoso para quem sofre com mal de Parkinson

Pessoas com mal de Parkinson devem adicionar uma fruta à alimentação (Créditos: Canva)

A uva é uma fruta bastante presente na alimentação e também chama atenção pelos compostos antioxidantes encontrados em sua composição. Entre eles estão os flavonoides e o resveratrol, substâncias que podem ajudar a proteger as células do cérebro contra o estresse oxidativo e a inflamação, fatores relacionados à progressão de doenças neurodegenerativas.

Por isso, a fruta pode fazer parte de uma alimentação voltada ao suporte da saúde de pessoas com doença de Parkinson. Estudos indicam ainda que uma dieta rica em flavonoides pode estar associada à redução do risco de mortalidade e à melhora da qualidade de vida de pessoas diagnosticadas com o distúrbio.

Como a uva pode ser consumida por quem tem Parkinson?

A fruta e seus derivados podem aparecer na alimentação de diferentes maneiras. Cada opção mantém características próprias dos compostos presentes na uva.

Uva passa

Como passa por um processo de desidratação, a uva-passa concentra uma quantidade maior de antioxidantes, polifenóis e vitaminas em comparação com a fruta fresca.

Suco de uva integral

O suco integral e puro mantém propriedades da casca e da semente da uva, regiões que apresentam maior concentração de resveratrol.

Vinho tinto

O vinho tinto também contém esses compostos, mas seu consumo deve ser moderado e validado pelo médico. O álcool pode interagir com medicamentos e, por isso, essa opção exige atenção.

Quem toma remédio para Parkinson precisa ter cuidado com a alimentação?

Diferentes tipos de uva (Créditos: Canva)

Diferentes tipos de uva (Créditos: Canva)

Existe um cuidado importante para quem faz tratamento com medicamentos à base de Levodopa, como o Prolopa. Alimentos ricos em proteínas, incluindo leite, ovos e carnes, podem competir com a absorção do medicamento.

A uva, por si só, não provoca esse problema. Porém, quando consumida junto desses alimentos ou muito próxima do horário da medicação, a eficácia do tratamento pode ser reduzida.

A recomendação apresentada é manter um intervalo de aproximadamente duas horas entre refeições com proteínas e o uso do medicamento.

Por isso, quem tem Parkinson deve conversar com o neurologista ou com um nutricionista especializado antes de fazer mudanças na alimentação. O acompanhamento profissional é importante para ajustar a dieta de maneira segura e adequada ao tratamento.

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