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Quando o lixo se torna um tesouro: estudo mostra que subproduto obtido a partir da fermentação do arroz pode virar um superalimento
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

Cientistas descobrem que resíduo da produção de vinho de arroz filipino é rico em propriedades antienvelhecimento. 

Quando o lixo se torna um tesouro: estudo mostra que subproduto obtido a partir da fermentação do arroz pode virar um superalimento

Fermentação do arroz produz uma material rico em antioxidantes, segundo estudo. (créditos: Shutterstock)

Os antioxidantes são substâncias que oferecem inúmeros benefícios ao organismo. Sua principal função é proteger as células dos danos causados pelos radicais livres — moléculas instáveis que podem provocar alterações no DNA, contribuir para o desenvolvimento de doenças degenerativas e acelerar o envelhecimento. Por isso, alimentos com ação antioxidante são considerados grandes aliados da saúde e do bem-estar.

Entre as diversas fontes de antioxidantes já conhecidas, um estudo da Discover Food, conduzido por cientistas filipinos, acrescentou mais um nome à lista. O novo “tesouro” foi encontrado nos resíduos de uma bebida fermentada feita a partir de um alimento básico nas mesas dos brasileiros: o arroz.

Material produzido a partir da fermentação do arroz é carregado de antioxidantes 

O tapuy é uma espécie de vinho tradicional das Filipinas, feito a partir da fermentação do arroz. Esse processo resulta em um subproduto sólido formado por sobras de arroz glutinoso, leveduras e amido — material que, até então, era visto apenas como borras e normalmente descartado como resíduo sem utilidade.

No entanto, segundo os pesquisadores, descartar essas borras significa jogar fora um material repleto de nutrientes, especialmente antioxidantes. Após analisar o resíduo, a equipe encontrou uma concentração altíssima de polifenóis, substâncias com ação antioxidante, presentes em alimentos como frutas vermelhas, chocolate meio-amargo e uvas.

Para testar os efeitos dessa borra em organismos vivos, os cientistas alimentaram vermes da espécie Caenorhabditis elegans com o resíduo. Durante o estudo, observaram que uma boa parte dos vermes apresentou um aumento significativo na expectativa de vida, além de produzirem mais ovos viáveis ao logo do período reprodutivo.

Cientistas acreditam que borra de vinho filipino é um poderoso alimento antienvelhecimento

O estudo concluiu que a borra pode servir como base para um novo superalimento ou até mesmo suplemento com propriedades antioxidantes impressionantes. Por isso, os cientistas acreditam que o material também pode ser um aliado da longevidade, já que os polifenóis ajudam a combater o envelhecimento celular e ainda previnem uma série de doenças crônicas, incluindo certos tipos de câncer.

Por outro lado, a equipe faz questão de destacar que os resultados ainda são preliminares e que, até o momento, não foram realizados testes em seres humanos. Mesmo assim, a descoberta é promissora e pode representar um avanço importante não apenas no combate ao envelhecimento precoce, mas também na busca por uma vida mais longa e saudável.

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