Carne de frango passa a ser produzida em laboratório pelos Estados Unidos. (Crédito: Shutterstock)
Esqueça a carne do futuro que tem planta como matéria-prima. Daqui para frente, a alimentação pode começar a ter carne de origem animal desenvolvida em laboratório a partir de células. A novidade já é uma realidade nos Estados Unidos. Por lá, já há a autorização de duas empresas para venda da chamada "carne cultivada" em restaurantes.
Carne cultivada ainda não tem data para chegar aos supermercados
O Departamento norte-americano da Agricultura divulgou na quarta-feira, 21 de junho de 2023, a aprovação da venda de carne produzida em laboratório no país depois de ter inspecionado os sistemas de higiene alimentar de duas indústrias: Upside Foods e Good Meat.
No entanto, a produção ainda é cara e a possibilidade de ser ofertada em grande escala ainda deve demorar para acontecer. O plano inicial das empresas é servir o frango do futuro em restaurantes sofisticados.
A aprovação foi recebida positivamente pelas indústrias dos EUA, que veem a prática como uma alternativa mais sustentável para o consumo de carne, já que dispensa a criação e o abate dos animais. Em 2020, medida semelhante já havia sido anunciada em Singapura, quando a Just Eat ganhou autorização para produzir carne artificial.
Como se faz a carne de laboratório?
O processo envolve a colheita de células de um animal vivo ou de uma célula fertilizada. Na sequência, cria-se um banco de células que posteriormente são cultivadas em tanques de aço e recebem nutrientes semelhantes aos que os animais consumiriam. Só ao fim de todo o processo a carne é moldada e adquire formato como o de peito de frango, bife, almôndega ou nuggets. Diferentemente da carne produzida à base de plantas, a carne de laboratório contém proteína animal.
O processo da carne cultivada leva em torno de 2 semanas para ser criada, enquanto a carne convencional pode precisar de até 2 anos para ser produzida.
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