Veja os benefícios do café no combate contra o envelhecimento precoce (Créditos: Canva)
O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e, além de ser uma das bebidas mais consumidas do mundo, também desperta o interesse da comunidade científica. Ao longo dos anos, diversas pesquisas associaram o consumo regular de café a um menor risco de algumas doenças crônicas, incluindo problemas metabólicos, doenças neurodegenerativas e determinados tipos de câncer.
Agora, um novo estudo realizado pela Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, buscou entender melhor quais mecanismos podem estar por trás desses possíveis benefícios.
O que os pesquisadores descobriram sobre o café?
A pesquisa, liderada pelo Dr. Stephen Safe e publicada na revista científica Nutrients, analisou diferentes compostos encontrados naturalmente no café.
Entre as substâncias estudadas estavam o ácido cafeico, o ácido clorogênico, o ácido ferúlico e outros polifenóis e antioxidantes presentes na bebida. O objetivo era investigar como compostos presente no café interagem com uma proteína chamada NR4A1.
Segundo os pesquisadores, essa proteína costuma ser ativada quando o organismo enfrenta situações de estresse ou sofre danos celulares.
Ela está relacionada a processos importantes, como a regulação da inflamação, o metabolismo e os mecanismos de reparação dos tecidos. Por isso, entender como ela reage aos compostos do café pode ajudar a explicar alguns dos efeitos observados em pesquisas anteriores.
Como o estudo foi realizado?
Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram testes laboratoriais em modelos celulares e diferentes técnicas de análise bioquímica.
Também foram realizados experimentos com células cancerígenas e simulações moleculares para verificar se os compostos do café conseguiam se ligar ao receptor NR4A1 e influenciar sua atividade.
O café pode ajudar a proteger as células?
Os resultados mostraram que vários polifenóis presentes no café se ligaram diretamente ao receptor NR4A1 e estimularam sua atividade. De acordo com os pesquisadores, essa ativação esteve associada à redução de danos celulares, a uma resposta mais eficiente ao estresse oxidativo e à desaceleração do crescimento de determinadas células cancerígenas em ambiente laboratorial.
Os cientistas observaram ainda que, quando o receptor foi desativado durante os testes, esses efeitos deixaram de acontecer, reforçando a importância da proteína nesse processo.
A cafeína é a principal responsável pelos benefícios?
Curiosamente, a pesquisa sugere que a cafeína pode não ser a principal responsável pelos possíveis efeitos positivos do café.
Os compostos que apresentaram maior atividade biológica foram justamente os polifenóis e antioxidantes naturais da bebida. Segundo os autores do estudo, isso pode ajudar a explicar por que o café descafeinado também costuma apresentar resultados semelhantes em algumas pesquisas observacionais.
Os resultados já foram comprovados em humanos?
Ainda não. Os próprios pesquisadores destacam que o estudo foi realizado principalmente em laboratório, utilizando modelos celulares.
Por isso, mais estudos clínicos com seres humanos serão necessários para confirmar se os mesmos efeitos podem ser observados no consumo diário de café e em quais condições eles realmente acontecem.
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