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Muito marketing para pouco resultado: especialista alerta para os perigos de confiar nos suplementos em goma
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

O sucesso dos suplementos em goma é fruto de um marketing eficiente, que transforma um produto com funções específicas em um item de consumo quase recreativo...

Muito marketing para pouco resultado: especialista alerta para os perigos de confiar nos suplementos em goma

O recado é claro: antes de aderir às gominhas da moda, é preciso entender para que servem (Crédito: Shutterstock)

Nos últimos anos, os suplementos alimentares em formato de goma ganharam espaço nas prateleiras e nas redes sociais.

Coloridos, com sabor adocicado e embalagens atraentes, esses produtos parecem unir o útil ao agradável: cuidar da saúde enquanto se “mata a vontade” de um docinho.

No entanto, especialistas alertam que a popularização dos suplementos em goma tem mais a ver com estratégias de marketing do que com benefícios reais à saúde — e que seu uso indiscriminado pode até trazer riscos.

Gominhas de suplemento não são docinhos para comer à vontade

A bióloga e divulgadora científica Mari Krüger, conhecida por abordar temas de saúde e ciência nas redes sociais, falou recentemente sobre o crescimento do consumo desses produtos, especialmente entre jovens e adolescentes.

“Tem muito apelo do marketing de fazer uma coisa com menos cara de remédio, fica mais atrativo”, afirma. O problema, segundo ela, é que muitas pessoas estão tratando o suplemento como se fosse uma guloseima, e não um produto com efeitos sobre o organismo.

Docinho ou suplemento?

Ao contrário das cápsulas tradicionais ou comprimidos, os suplementos em goma têm aparência de bala de gelatina, vêm em sabores como morango, uva ou limão e, em muitos casos, contêm açúcar, adoçantes e aromatizantes.

Essa combinação faz com que o produto seja visto como um “doce sem culpa”, o que pode induzir ao consumo exagerado.

Esse comportamento, porém, pode levar à sobredosagem de vitaminas ou substâncias ativas, que em excesso podem ser prejudiciais.

Vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, por exemplo, são armazenadas no organismo e seu acúmulo pode causar toxicidade. Mesmo as hidrossolúveis, como C e complexo B, quando consumidas em excesso podem causar efeitos adversos, como distúrbios gastrointestinais.

Influência digital e falta de critério

Outro ponto crítico apontado pela especialista é a forma como os suplementos em goma têm sido promovidos por influenciadores nas redes sociais.

O risco é ainda maior quando essas gomas são apresentadas como solução para problemas de saúde complexos, como ansiedade, insônia, queda de cabelo ou falta de energia.

“O que me preocupa é quando a pessoa tem um problema de saúde e ela busca uma gominha para tentar tapar esse buraco. Ela está perdendo tempo e dinheiro que poderia ter investido para buscar um diagnóstico, um tratamento correto”, alerta Krüger.

Isso pode atrasar a descoberta de condições médicas importantes e até agravar quadros clínicos.

Suplementos são necessários?

É importante lembrar que suplementos, em goma ou não, só devem ser utilizados quando há real necessidade, como em casos de deficiência nutricional comprovada por exames laboratoriais ou recomendação médica. Pessoas saudáveis e com alimentação equilibrada geralmente não precisam de suplementação.

Lembre-se que o apelo de que o suplemento pode resolver tudo é enganoso. Se você está cansado, com queda de cabelo ou dormindo mal, o melhor caminho é procurar um médico e investigar a causa. Não é uma gominha que vai resolver isso.

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