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Karoline Foly, nutricionista: "Tem um vilão no seu prato, e não é o carboidrato. 95% das pessoas engordam por culpa disso aqui"
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

Descubra como cuidar da saúde mental pode ajudar no emagrecimento. 

Karoline Foly, nutricionista: "Tem um vilão no seu prato, e não é o carboidrato. 95% das pessoas engordam por culpa disso aqui"

Nutricionista explica a relação entre estresse e ganho de peso. (créditos: Shutterstock)

Muitas vezes, quando pensamos em perder peso, os carboidratos levam a fama de grandes vilões da dieta. Mas será que cortar pão, massa e arroz resolve tudo? Segundo a nutricionista Karoline Foly, especialista em saúde mental e alimentação, o problema pode estar bem antes do prato. Nesse caso, no estresse do dia a dia.

Em um vídeo publicado em seu Instagram, Karoline aponta que focar apenas em restrição alimentar não é suficiente para emagrecer se não cuidarmos da mente e do nosso bem-estar. O TudoGostoso reuniu os principais pontos abordados pela especialista para te ajudar a entender a relação entre estresse e peso corporal.

Como o estresse impacta o seu peso

Karoline começa explicando como o estresse pode estimular a compulsão alimentar. “De fato, quando estamos nervosos ou ansiosos, queremos descontar na comida, seja num doce ou no salgado”, afirma.

O problema, segundo ela, é que muitas vezes comemos sem realmente sentir fome. “O problema não é o carboidrato no seu prato, mas comer no piloto automático e cheio de estresse”, alerta. Comer dessa forma faz com que a mente não participe da refeição, e o corpo continua pedindo energia mesmo sem necessidade real.

Por isso, a nutricionista reforça a importância de estar presente durante as refeições.

“É muito importante estar presente na hora que você for se alimentar.”

Além disso, o cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, tem papel direto no acúmulo de gordura na região abdominal. Quando o cortisol está elevado, ele estimula o cérebro a buscar alimentos ricos em açúcar e gordura, que fornecem energia rápida. É por isso que, em momentos de estresse, muitas pessoas sentem vontade de comer doces, salgadinhos ou comidas “conforto”.

Isso explica por que simplesmente reduzir calorias nem sempre funciona se a mente estiver em alerta constante. 

Carboidratos não são vilões da sua alimentação

A grande lição da especialista é que os carboidratos não são os inimigos da dieta. O que realmente faz diferença é a forma como nos relacionamos com a comida e o quanto conseguimos reduzir o estresse na rotina. Comer com atenção, respeitar sinais de fome e saciedade e manter hábitos que promovam bem-estar mental podem ser tão importantes quanto escolher os alimentos certos.

Portanto, antes de cortar massas e pães da sua vida, olhe para a sua mente. Cuidar da saúde mental é um passo essencial para emagrecer de forma saudável  e sem culpa.

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