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Frutinha de nome engraçado, conhecida como "cereja da Mata Atlântica", costuma passar batida em centros urbanos, mas basta provar para se encantar por seu sabor
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Adriana DouglasPor  Adriana Douglas

De polpa suculenta e levemente ácida, a grumixama dá em árvores de porte médio que são boas opções para quintais e calçadas

Frutinha de nome engraçado, conhecida como "cereja da Mata Atlântica", costuma passar batida em centros urbanos, mas basta provar para se encantar por seu sabor

Grumixama é “parente” próxima da jabuticaba e da pitanga (Créditos: Shutterstock)

Entre muitas frutas exóticas e pouco conhecidas que existem Brasil afora, uma preciosidade segue quase invisível para quem vive nos centros urbanos. Pequena, de cor escura intensa e com um nome que desperta curiosidade, a grumixama é conhecida como “cereja da Mata Atlântica” e chama atenção por seu sabor surpreendente.

Apesar de ser praticamente inexistente em mercados e feiras, essa frutinha nativa vem se tornando cada vez mais comum em projetos de arborização em grandes cidades por ser uma excelente árvore para calçadas e quintais. No entanto, pouca gente reconhece a grumixama ao vê-la por aí. E é por isso que vamos apresentá-la a você. Confira!

Como é a grumixama?

Parente próxima da jabuticaba e da pitanga, a grumixama nasce em uma árvore da família das mirtáceas. Seus frutos são pequenos, redondos, com casca lisa e brilhante, que pode variar entre roxo-escuro, vermelho intenso ou até tons mais claros, dependendo da variedade. A polpa é suculenta e envolve uma única semente.

O pé de grumixama tem porte médio, atingindo geralmente entre 6 a 15 metros de altura, com folhas firmes e flores brancas delicadas. Essas características fazem dela uma boa opção para arborização urbana – além, claro, da produção de frutos, que costuma acontecer no verão, principalmente entre os meses de janeiro e fevereiro.

Sabor que surpreende

O sabor é um dos grandes encantos da grumixama. Ela lembra uma cereja, mas com personalidade própria: doce na medida certa, levemente ácida e muito aromática. Não à toa seu nome, que tem origem indígena, faz referência à sensação agradável que a fruta deixa na boca. Por isso, ela é ótima consumida in natura, mas também entra em diferentes preparações culinárias.

Na gastronomia, a grumixama vai bem em geleias e compotas, sucos e refrescos, doces e sobremesas, licores, vinagres e outras bebidas artesanais. Recentemente, pesquisadores brasileiros também descobriram que sua polpa pode atuar como conservante natural, ajudando a retardar a oxidação de carnes, o que abre caminho para alternativas mais naturais na indústria de alimentos.

Benefícios para o corpo

Só que, além de saborosa, a grumixama é muito nutritiva. Essa frutinha contém vitamina C, vitaminas do complexo B e compostos antioxidantes que contribuem para o bom funcionamento do organismo. Na tradição popular, ela também é associada ao alívio de inflamações na boca e na garganta.

Como cultivar grumixama

A grumixameira gosta de solo rico em matéria orgânica, úmido, mas bem drenado. Ela se adapta tanto ao sol pleno quanto à meia-sombra e costuma frutificar no fim da primavera, embora o período possa variar conforme o clima. Cultivar a grumixama em quintais e pomares urbanos é uma forma simples de ajudar a manter viva essa joia pouco conhecida (e deliciosa) da biodiversidade brasileira.

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