O banho de água fria acelera o descongelamento sem expor a carne a riscos. (Foto: Shutterstock)
Durante anos eu tirei a carne do freezer, deixei em cima da pia e fui cuidar de outra coisa. Até que descobri que existe um jeito de descongelar carne em pouco tempo sem correr risco nenhum, e ele não envolve micro-ondas nem água quente. Continue lendo e veja como eu passei a fazer.
O erro que eu repetia sem perceber
Deixar a peça de carne descongelando em temperatura ambiente parece prático, mas cria o cenário ideal para bactérias se multiplicarem.
O problema é que a parte de fora da carne descongela muito antes do miolo. Enquanto o centro ainda está duro, a superfície já passou horas na faixa de temperatura em que os micro-organismos se reproduzem com facilidade. E o cozimento nem sempre resolve, porque algumas toxinas produzidas nesse intervalo resistem ao calor.
O banho-maria frio que passei a usar
A solução que adotei é simples e leva minutos, não horas. Coloco a carne dentro de um saco bem fechado, sem entrada de ar, e mergulho o pacote em uma tigela com água fria.
A peça precisa ficar totalmente imersa no líquido, sem nenhuma parte boiando para fora. Se ela subir, apoio um prato por cima para manter tudo submerso.
Por que eu troco a água a cada 15 minutos
A carne congelada resfria a água ao redor dela em pouco tempo. Quando a temperatura do recipiente cai demais, o processo trava e o descongelamento fica lento outra vez.
Por isso eu troco o líquido a cada 15 ou 20 minutos. A água nova entra sempre um pouco mais quente que a anterior e mantém a troca de calor funcionando, sem nunca chegar a uma temperatura que ofereça risco.
Bifes finos e filés de frango ficam prontos para a frigideira em cerca de meia hora. Peças maiores pedem mais paciência, mas ainda assim o tempo é bem menor do que o de qualquer outro método seguro.
O detalhe que salva a suculência
O saco fechado não serve só para proteger a carne do contato com a água. Ele também impede que os líquidos internos escapem durante o processo.
Quando a peça fica solta na tigela, parte do sabor sai junto com a água que escorre, e o resultado é aquele bife sem graça na hora de comer. Antes de levar ao fogo, eu ainda seco a superfície com papel-toalha, porque carne úmida não sela direito e acaba cozinhando em vez de dourar.
O que eu deixo para as emergências de verdade
A geladeira continua sendo o caminho mais seguro quando eu me organizo com antecedência, mesmo levando de 12 a 24 horas.
Já o micro-ondas eu uso apenas quando vou cozinhar na sequência imediata. O aparelho aquece as bordas enquanto o centro segue congelado, o que compromete a textura da carne
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