Preço de alguns alimentos básicos podem cair nos próximos meses (Créditos: Shutterstock)
Não é novidade para ninguém que os alimentos estão muito caros. Cada ida ao supermercado precisa ser milimetricamente calculada para não ultrapassar o orçamento do mês. Diante dessa situação, o governo federal anunciou redução do imposto de importação de diversos alimentos para tentar controlar a alta dos preços da comida no Brasil. Ou seja, vários produtos que fazem parte da alimentação brasileira poderão ficar mais baratos nos próximos meses. Porém, nem todos estão felizes com a notícia.
Comida mais barata: governo isenta imposto de importação de diversos alimentos
São nove os alimentos incluídos nessa redução de impostos:
- carnes desossadas de bovinos e congeladas;
- sardinha enlatada com cota de 7,5 mil toneladas;
- café torrado não descafeinado, café não torrado não descafeinado e em grão;
- milho em grão, com exceção daqueles utilizados na produção agrícola;
- massas alimentícias secas, não cozidas, nem recheadas;
- bolachas e biscoitos em geral;
- azeite de oliva extravirgem;
- óleo de girassol;
- açúcar de cana não refinado (cristal e demerara).
Dessa lista, alimentos como carne bovina, sardinha enlatada, azeite e café estão entre os que mais afetaram o bolso dos consumidores nos últimos tempos. Até o momento da medida, as taxas de importação eram de 32% para sardinha em conserva, 9% para o azeite, 9% para o café e 10,8% para as carnes. Com taxa zero, a expectativa é queda no preço final para o consumidor.
Vale lembrar ainda que o alto preço ainda fez disparar a produção clandestina de azeite de oliva, por exemplo, com centenas de litros sendo confiscados pelos órgãos reguladores.
Na prática, a isenção de impostos é uma medida que o governo acredita que auxiliará na queda do preço da comida na mesa dos brasileiros, permitindo que a população volte a consumir produtos que são base da alimentação no país.
Ministério da Pesca discorda de medida do governo para baratear sardinha em lata
Apesar disso, a medida adotada não agradou a todos, principalmente ao setor produtivo e alguns economistas. De acordo com eles, elas não serão tão efetivas no preço dos alimentos como esperado. O Ministério da Pesca emitiu uma manifestação técnica pedindo que a taxa zero fosse aplicada na sardinha congelada em vez da sardinha em conserva, já que a primeira é utilizada como matéria-prima para as empresas nacionais. Ainda segundo eles, a isenção de imposto no produto final (sardinha enlatada) pode criar uma concorrência com prejuízo para a indústria brasileira.
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