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Ajudar os garçons a limpar a mesa parece apenas um gesto gentil, mas segundo os psicólogos há algo mais profundo: estudo de Harvard ajuda a entender detalhes
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Psicólogos e estudos revelam traços da personalidade de quem tem esse costume

Ajudar os garçons a limpar a mesa parece apenas um gesto gentil, mas segundo os psicólogos há algo mais profundo: estudo de Harvard ajuda a entender detalhes

Entenda os detalhes por trás de um hábito simples e muito comum (Créditos: Magnific)

Quem nunca tomou a iniciativa de recolher os pratos, juntar os talheres e copos na mesa para ajudar o garçom que chegou para limpar a mesa? Esse é um hábito muito comum e que, embora pareça simples, pode revelar bastante sobre a personalidade dos indivíduos, segundo a psicologia. Alguns profissionais de comportamento humano e instituições reconhecidas já buscaram entender mais sobre essa prática através de pesquisas.

O que significa ajudar o garçom a tirar a mesa?

Os psicólogos chamam isso atitude pró-social que é basicamente sobre realizar algo para outra pessoa sem esperar algo em troca. Esse comportamento também está ligado a empatia, educação, senso de coletivo e humildade, por exemplo. O psicólogo Francisco Tabernero afirmou em entrevista ao portal jeuxvideo que “oferecer ajuda desinteressada ao garçom demonstra uma característica de empatia que se manifesta ao ajudar simplesmente por altruísmo”, mas nem sempre a atitude vem dessa natureza. 

Em alguns casos, a falta de autoconfiança pode estar por trás dessa aparente gentileza. Segundo o especialista, essa prestatividade em excesso também pode demonstrar uma ansiedade sobre como os outros as percebem: “Às vezes, não se trata apenas de um gesto altruísta, mas sim da necessidade de agradar e evitar julgamentos negativos. É a necessidade de ser bem visto”. Dessa forma, a pessoa poderia estar ajudando apenas para evitar parecer rude ou por medo de julgamento, sendo uma maneira passiva de busca por validação social. 

Há ainda uma outra vida: a de uma pessoa que não pensou de forma calculada, agiu naturalmente, por impulso, ou simplesmente está com pressa para que toda aquela sujeira, os guardanapos, pratos e copos usados saiam de sua vista.  

Essa atitude simples pode estar ligada ao ambiente profissional

A instituição não fez uma pesquisa ou estudo especificamente sobre esse hábito, mas já apoiou a visão de que esses indivíduos apresentam a chamada “soft skill”, uma habilidade interpessoal muito valiosa, especialmente no mundo corporativo. Essas pessoas consideradas proativas costumam chamar atenção de recrutadores de emprego e, uma pesquisa realizada pela Harvard Business School, demonstrou que pessoas capazes de agir espontaneamente apresentam um aumento de produtividade de 16%. 

Além disso, também demonstram um índice de coesão interna 12% maior em comparação com outras equipes. Um compilado de dados publicado no Journal of Applied Psychology, abrangendo mais de 9 mil funcionários, demonstrou que funcionários com comportamento pró-social consistente aumentam a produtividade e criam um ambiente mais harmonioso no trabalho de forma geral. Reduzindo atritos, auxiliando na criação de conexões e costumam ser valiosos para equipes de liderança. 

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