Cada tipo de queijo pede um cuidado diferente na geladeira (Foto: Shutterstock)
Abrir a geladeira e encontrar uma pontinha de mofo no queijo é uma cena comum. A primeira reação costuma ser cortar o pedaço estragado e aproveitar o resto. Saber se pode cortar o mofo do queijo depende de alguns fatores. Continue lendo e entenda quando é seguro salvar o alimento.
O que se vê é só uma parte do mofo
O mofo é um tipo de fungo, e as manchas coloridas são apenas a parte visível do crescimento. Por baixo da superfície, estruturas microscópicas podem se espalhar para dentro do alimento. A profundidade depende da textura, da umidade e da densidade de cada queijo.
Queijos duros podem ser aproveitados
Em queijos firmes e secos, como o parmesão, o fungo tem mais dificuldade para se espalhar pela massa. Nesses casos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é possível retirar a parte afetada.
Mas não basta raspar a mancha. O corte deve ter pelo menos 2,5 cm ao redor e abaixo do mofo, e a faca não pode encostar na área contaminada, para não levar o fungo para a parte limpa. Depois, o queijo deve ser embrulhado em uma embalagem nova. Se o mofo estiver espalhado ou houver outros sinais de deterioração, o descarte é o caminho mais seguro.
Queijos macios, ralados e fatiados vão para o lixo
Nos queijos frescos e úmidos, como minas frescal, ricota e cream cheese, o mofo se espalha com facilidade por baixo da superfície, mesmo quando a mancha parece pequena. A recomendação é descartar o produto inteiro, sem tentar aproveitar nenhuma parte.
O mesmo vale para queijos ralados ou fatiados, mesmo que sejam de variedades duras. Quem tem esse problema com frequência pode conferir como armazenar o queijo ralado para durar mais.
E os queijos feitos com mofo?
Roquefort, gorgonzola, brie e camembert são produzidos com fungos específicos, adicionados de forma controlada durante a fabricação. Isso não significa que qualquer mofo novo nesses queijos seja inofensivo. Se aparecer um bolor diferente do habitual, principalmente nos de massa mole, o melhor é descartar.
Cor, cheiro e gosto não são testes confiáveis
A cor da mancha, seja verde, branca, cinza ou preta, não indica se o fungo é seguro. Alguns produzem micotoxinas, e alimentos mofados podem abrigar outras bactérias. Provar um pedacinho também não resolve, e congelar ou cozinhar o queijo não elimina necessariamente as toxinas.
Para evitar o problema, o queijo deve ficar refrigerado, bem embalado e ser cortado sempre com faca limpa. Também ajuda conhecer o erro que faz o queijo mofar mais rápido.
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