Especialista em longevidade revela quais alimentos você deve comer assim que acordar. (créditos: Shutterstock)
O café da manhã é uma das principais refeições do dia. E, se você está em busca de opções mais saudáveis para começar bem o dia, o pesquisador e especialista em longevidade Dan Buettner tem uma sugestão valiosa: adote os hábitos alimentares dos moradores da Península de Nicoya, na Costa Rica.
Buettner, que estuda as chamadas “Zonas Azuis” há mais de duas décadas, afirma que o café da manhã consumido nessa região pode ser considerado o mais saudável do mundo. Mas o que torna esse cardápio tão especial? Descubra a seguir.
O tradicional café da manhã de Nicoya: ingredientes e benefícios
O café da manhã mais tradicional de Nicoya é composto por tortilhas de nixtamal, uma massa de milho típica dos tempos pré-hispânicos. Essas tortilhas são servidas com uma mistura cozida de feijão temperado, cebola, pimentão, arroz e ervas frescas, além de café local, torrado e moído pela própria comunidade.
Dan Buettner, pesquisador e especialista em longevidade, experimentou esse prato durante as filmagens de sua série documental da Netflix, Vivendo 100 Anos, e descreveu o sabor como “levemente semelhante ao de nozes”. A produção explora as chamadas "Zonas Azuis", regiões do mundo onde as pessoas vivem mais e com melhor qualidade de vida.
Segundo Buettner, o diferencial das tortilhas está em serem ricas em carboidratos baixo índice glicêmico, o que contribui para fornecer energia de forma constante e manter o equilíbrio metabólico logo pela manhã. Além disso, esse tipo de carboidrato também previne picos de açúcar no sangue, promovendo uma maior sensação de saciedade ao longo do dia.
O café da manhã em Nicoya ainda inclui arroz e leguminosas, fontes de proteínas vegetais de alta qualidade, que fornecem minerais essenciais como magnésio, potássio, cálcio e ferro.
Como preparar um café da manhã saudável
Dan Buettner explica que existem diversas formas de preparar um café da manhã saudável. O primeiro passo é eliminar alimentos processados e ricos em açúcar. O segundo é priorizar fontes de vitaminas do complexo B, que são fundamentais para o metabolismo energético, além de incluir antioxidantes naturais, como as vitaminas C e E.
O especialista em longevidade também ressalta que a qualidade de vida não se resume apenas ao que comemos. Após anos de estudo sobre as Zonas Azuis, ele afirma que os moradores dessas regiões compartilham algumas características em comum: prática regular de atividade física, fortes laços comunitários e uma alimentação baseada em produtos locais e minimamente processados.
Portanto, se você quer viver bem e por muitos anos, vale a pena adotar hábitos mais naturais e cuidar do corpo e da mente, assim como fazem os centenários das Zonas Azuis.
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