Pequeno no tamanho, mas grande nos benefícios, o feijão-mungo é um verdadeiro aliado do bem-estar (Crédito: Shutterstock)
Pequeno, verde e aparentemente discreto, o feijão-mungo começa a ganhar espaço nas cozinhas brasileiras como um verdadeiro superalimento.
Usado há séculos na culinária asiática e na medicina ayurvédica, esse legume ainda é pouco conhecido por aqui, mas reúne propriedades capazes de beneficiar a saúde do coração, do intestino e até dos ossos.
O que é o feijão-mungo?
Pertencente à família das leguminosas, o feijão-mungo é cultivado principalmente na Índia, China, Malásia e Tailândia.
Seus grãos, também chamados de “sementes de ouro”, aparecem em curries, sopas e salteados, e são muito utilizados como substituto da carne em receitas vegetarianas, por fornecer boas quantidades de proteína e ferro.
Além dos grãos secos, os brotos de feijão-mungo também fazem parte da culinária oriental, aparecendo em pratos preparados no wok e em saladas frescas.
Benefícios nutricionais
A composição nutricional do feijão-mungo é ampla e explica sua fama de superalimento. Ele é fonte de vitaminas A, C, E, K e do complexo B, com destaque para o ácido fólico (B9), essencial para gestantes. Também oferece minerais importantes, como ferro, cálcio, potássio, fósforo, zinco e magnésio.
O destaque, no entanto, vai para a combinação de nutrientes que agem em diferentes sistemas do corpo:
- Coração: o potássio, o fósforo e o sódio em equilíbrio ajudam a regular a pressão arterial e a circulação. Além disso, antioxidantes como a vitamina E combatem a oxidação do colesterol LDL (“ruim”), reduzindo o risco cardiovascular
- Intestino: rico em fibras, o feijão-mungo melhora o trânsito intestinal, aumenta a saciedade e contribui para o controle do peso
- Ossos: o cálcio e os fitoestrógenos presentes no grão auxiliam na manutenção da densidade óssea, especialmente em mulheres após a menopausa, reduzindo o risco de osteoporose
Outro ponto importante é seu baixo índice glicêmico, que o torna uma opção segura para diabéticos. Além disso, pesquisas apontam para o efeito antioxidante, que reduzem inflamações e ajudam a prevenir doenças crônicas, incluindo alguns tipos de câncer.
Como preparar o feijão-mungo
Assim como outros feijões, o mungo precisa de preparo adequado para ser consumido. O ideal é deixá-lo de molho por 8 a 9 horas em água fria antes de cozinhar. Se quiser acelerar o processo, é possível usar água quente, reduzindo o tempo de hidratação para cerca de 3 a 4 horas.
Depois, basta cozinhar em água limpa por 30 a 40 minutos, até que os grãos fiquem macios. Eles podem ser usados em:
- Saladas frescas, combinados com legumes crus ou cozidos
- Sopas e ensopados, enriquecendo o caldo com proteínas e fibras
- Refogados rápidos no wok, típicos da culinária asiática
- Café da manhã nutritivo, como acompanhamento de ovos mexidos
- Receitas criativas, como hambúrgueres vegetarianos ou bolinhos feitos com a versão moída do grão
Lembrando que, assim como outros feijões, o mungo contém ácido fítico, uma substância que pode reduzir a absorção de ferro. Felizmente, o cozimento elimina esse fator sem comprometer o valor nutricional do grão.
Outro ponto curioso é que o feijão-mungo é considerado um alimento refrescante, sendo indicado para equilibrar o corpo em períodos de calor ou após esforços físicos intensos. Por isso, também é valorizado por atletas, já que auxilia na recuperação pós-treino.
Um aliado para o dia a dia
Apesar de ainda ser pouco comum nos supermercados brasileiros, o feijão-mungo já pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e empórios especializados.
Incorporá-lo na rotina alimentar é uma forma de variar o cardápio, ampliar a ingestão de nutrientes e apostar em um alimento de baixo custo e alto valor para a saúde.
Pequeno no tamanho, mas grande nos benefícios, o feijão-mungo é um exemplo de como alimentos simples podem ser verdadeiros aliados do bem-estar!
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