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Não é Santorini! Esse lugar que parece a Grécia fica pertinho do Brasil e é um verdadeiro paraíso

Você não precisa cruzar o oceano para visitar essa vila de casas brancas na costa do litoral sul-americano

Não se deixe enganar pelas casas brancas, esse lugar não fica na Grécia (Créditos: Shutterstock)

A ilha de Santorini na Grécia é um dos pontos turísticos mais visitados da Europa. As ruas e casas todas brancas em formato de cubo ou cilindro com teto de cúpula azul em alguns lugares na costa das principais cidades, Fira e Oia, formam uma paisagem deslumbrante de longe e de perto. Felizmente, quem sempre sonhou em conhecer Santorini mas mora no Brasil não precisa ir tão longe. Aqui na América do Sul, do lado do nosso país, fica um complexo de edificações muito parecido com o paraíso grego. Descubra no TudoGostoso como chegar na Santorini sul-americana e o que fazer por lá.

Onde fica a Santorini sul-americana?

A Santorini da América do Sul é Casapueblo, no Uruguai. Casapueblo fica na península de Punta Ballena, na cidade de Maldonado. A península fica a cerca de 13 km de Punta del Este e a 120km da capital Montevidéu. Para chegar em Casapueblo, o mais fácil é pegar um voo para Punta del Este e depois um carro que leva 10 minutos até a península. Vindo da capital o trajeto terrestre é um pouco maior, mas dá para chegar em duas horas. Se quiser vir direto de carro do Brasil, a distância entre Chuí, a cidade mais ao sul do Brasil, e Casapueblo é 230km que podem ser percorridos em pouco mais de 3 horas.

O que é Casapueblo?

Mas como tem um lugar tão parecido com Santorini no meio do Uruguai? A região não é uma ilha e nem uma cidade, mas um museu a céu aberto idealizado e construído pelo artista local Carlos Páez Vilaró, mas, por mais incrível que pareça, ela não foi inspirada na ilha grega. A principal referência do artista para as paredes irregulares e arredondadas foi o ninho do pássaro joão de barro.

Carlos Páez Vilaró construiu com as próprias mãos essa espécie de vila como uma escultura habitável, usando cimento caiado e estuque, mas sem planejamento, sem linhas retas, com corredores em formato de labirinto e a cor branca predominando no espaço. As obras começaram em 1958 ao redor do seu primeiro ateliê e ele levou 36 anos para terminar os 13 andares de casas, mas seguiu ampliando e fazendo modificações nos anos seguintes.

Uma curiosidade: dizem que Casapueblo inspirou até música brasileira. Um dos amigos de Vilaró que viu Casapueblo crescer foi o poeta e cantor Vinícius de Moraes. O artista plástico afirma que sempre que o cantor brasileiro o visitava ele encontrava uma casa nova, parte construída, parte em escombros. Em um dos dias na casa de Vilaró, Vinícius tocava seu violão e cantou os famosos versos “era uma casa muito engraçada” que deram origem à música “A Casa”. Segundo Vilaró, a música inspirada em Casapueblo inicialmente mencionava até seu nome e foi presente para as suas filhas Agó e Beba.

Casapueblo fica ainda mais bonita no entardecer (Créditos: Shutterstock)

O que fazer em Casapueblo?

Casapueblo é considerada um grande museu, com pinturas, esculturas e cerâmicas de Vilaró espalhadas por quatro salas de exposição, uma sala de cinema com documentários sobre sua vida e obras, além do seu próprio ateliê ser aberto para visitação. A entrada no complexo custa a partir de 10 dólares por pessoa. No site oficial, convertendo a moeda e com taxas, sai por cerca de R$ 76 atualmente. Ele fica aberto todos os dias, das 10h às 18h.

A área do museu é grande o bastante para abrigar também restaurantes e hospedagens. O hotel tem 20 suítes e 50 apartamentos com piscina, sauna e bar. Para comer, as principais opções são o restaurante dentro do apart-hotel chamado Las Terrazas e a cafeteria Taberna del Rayo Verde. Em Casapueblo ainda tem uma homenagem a Carlos Miguel, filho do artista e um dos sobreviventes do acidente aéreo do voo Força Aérea Uruguaia 571 que ocorreu nos Andes em 1972.

Além das exposições, o simples andar no labirinto de corredores diferentes uns dos outros revela mais detalhes da visão artística de Vilaró durante a construção. Mas, de longe, a maior atração de Casapueblo é assistir ao pôr do sol que desaparece no mar pintando as paredes brancas da construção em tons de amarelo, laranja e rosa. Para completar, todos os dias ao entardecer é feita a Cerimônia do Sol no terraço do museu ao som da gravação de um poema do próprio artista de despedida ao sol.

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