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Isabel, cozinheira: "A lula frita não é empanada em farinha de trigo; ela fica crocante com farinha de grão-de-bico."
Amanda LopesPor  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

Lula frita é a opção perfeita para um pós-praia, né? Mas existe um truque para deixar esse prato ainda mais crocante!

Isabel, cozinheira: "A lula frita não é empanada em farinha de trigo; ela fica crocante com farinha de grão-de-bico."

Esse prato vai ficar ainda melhor se preparado dessa forma! (Créditos: Shutterstock)

Conseguir lulas fritas realmente perfeitas é um daqueles desafios que parecem simples, mas exigem técnica. Na culinária espanhola, esse prato é quase um símbolo, e qualquer pequeno erro pode transformar o que deveria ser leve e dourado em uma comida borrachuda ou encharcada de óleo. É justamente por isso que o método de Isabel, cozinheira espanhola e criadora do canal "Cocinando con Isabel", chama tanta atenção.

Ela revela o passo a passo de como preparar lulas fritas impecáveis em casa, mostrando que o segredo está em fazer o básico muito bem feito.

A limpeza correta faz toda a diferença

O primeiro passo, e talvez o mais importante, é a limpeza da lula. Isabel destaca que um pouco cuidado nessa etapa compromete todo o resultado final. As vísceras devem ser retiradas com delicadeza, puxando-as delicadamente para fora do corpo. A pele externa é retirada completamente até que a lula fique branca.

Depois disso, Isabel recomenda virar a lula do avesso para garantir que não reste nenhum resíduo interno, evitando sabores desagradáveis durante a fritura. Na hora de fatiar, o corpo deve ser cortado em anéis de espessura média. Nem finos demais, para não ressecar, nem grossos, para não ficarem duros. Um detalhe pouco conhecido é cortar a pontinha da lula, que costuma reter ar e pode causar respingos perigosos ao entrar em contato com o óleo quente.

Secar bem é importante

Após o corte, as lulas são lavadas rapidamente em água corrente e chegam ao ponto que Isabel considera decisivo: a secagem. Elas precisam estar completamente secas, usando papel-toalha ou um pano limpo. Esse cuidado evita que o óleo espirre, não esfrie durante a fritura e garante uma textura realmente crocante.

Qualquer resquício de água interfere diretamente no resultado final. Lulas mal secas absorvem mais óleo e perdem leveza, algo que compromete toda a receita.

Farinha de grão-de-bico e fritura rápida

Com as lulas secas, entra o grande diferencial da receita: a farinha de grão-de-bico. Diferente da farinha de trigo, ela cria uma camada mais leve, absorve menos gordura e proporciona uma crocância delicada. As lulas são levemente salgadas, empanadas e depois sacudidas para retirar o excesso de farinha, já que a cobertura deve ser mínima.

O óleo precisa estar bem quente antes de começar. A fritura deve ser rápida, em pequenas porções, para manter a maciez interna. Assim que douram, as lulas são retiradas e colocadas sobre papel absorvente.

Para finalizar, Isabel prefere simplicidade: algumas gotas de limão e, opcionalmente, um raminho de hortelã. O resultado é um prato equilibrado, leve e cheio de sabor. Como ela mesma resume, o segredo não está em inventar, mas em respeitar os ingredientes e o tempo certo de preparo.

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