• Entrar
  • Cadastrar
Fernando Maluf, oncologista: "Dois terços dos brasileiros estão com sobrepeso ou obesidade porque é mais barato colocar comida ruim na mesa e mais caro colocar comida saudável"
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

A alimentação é um dos pilares da qualidade de vida e prevenção ao câncer. 

Fernando Maluf, oncologista: "Dois terços dos brasileiros estão com sobrepeso ou obesidade porque é mais barato colocar comida ruim na mesa e mais caro colocar comida saudável"

Alimentação e câncer: saiba como o que você come pode proteger sua saúde. (créditos: Shutterstock)

 

Uma alimentação saudável é fundamental para manter o corpo forte e prevenir diversas doenças. Mas, na prática, nem sempre comer bem é fácil. No Brasil, frutas, verduras e legumes costumam ser mais caros do que alimentos industrializados e embutidos. Por isso, muitas famílias enfrentam dificuldades para manter hábitos alimentares equilibrados.

Segundo o oncologista Fernando Maluf, essa realidade tem impactos diretos na saúde da população. “Dois terços dos brasileiros estão com sobrepeso ou obesidade porque é mais barato colocar comida ruim na mesa e mais caro colocar comida saudável”, afirma o médico em uma publicação no Instagram.

Esse cenário ajuda a explicar por que a alimentação tem sido cada vez mais associada ao risco de câncer e outras doenças crônicas.

Como os alimentos podem favorecer o câncer

A forma como nos alimentamos ao longo da vida influencia diretamente o funcionamento do nosso organismo. Dietas ricas em calorias, embutidos, alimentos enlatados e ultraprocessados estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de câncer.

Esses produtos costumam conter grandes quantidades de conservantes, gorduras, açúcar e sódio. O consumo frequente desses ingredientes pode provocar inflamações no corpo e alterações nas células ao longo do tempo, prejudicando a saúde a longo prazo.

De acordo com o especialista, não é preciso eliminar totalmente os alimentos menos saudáveis. “O problema está na recorrência, na quantidade e na frequência”, comentou em uma postagem.

Sendo assim, não tem problema comer uma ‘besteirinha’ de vez em quando. O risco aumenta quando esse tipo de alimento faz parte da rotina diária, substituindo refeições mais naturais e nutritivas.

Ultraprocessados e seus impactos no organismo

Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por muitas etapas industriais antes de chegar ao consumidor. Por isso, esses produtos costumam ser pobres em nutrientes importantes e o consumo excessivo pode favorecer problemas de saúde como:

  • Aumento do peso corporal;
  • Inflamações crônicas;
  • Desequilíbrios hormonais;
  • Maior risco de doenças cardiovasculares e câncer.

Com o tempo, esses efeitos se acumulam e comprometem a qualidade de vida.

Por outro lado, uma alimentação baseada em alimentos naturais pode atuar como uma aliada da saúde. Frutas, verduras, legumes, grãos, sementes e alimentos minimamente processados fornecem vitaminas, fibras, minerais e antioxidantes importantes para o corpo.

A importância das “dietas coloridas”

Segundo Fernando Maluf, “dietas ricas em coisas coloridas naturais, frutas, vegetais e verduras, protegem contra o câncer”.

Esses alimentos ajudam a fortalecer o sistema imunológico, combatem inflamações e contribuem para o bom funcionamento das células.

Alguns exemplos de aliados da saúde incluem:

  • Frutas como laranja, mamão, maçã e banana;
  • Verduras e legumes como cenoura, abobrinha, brócolis e espinafre;
  • Feijão, lentilha e grão-de-bico;
  • Castanhas, sementes e aveia;
  • Alho, cebola e ervas naturais.

Quanto mais variada e colorida for a alimentação, maiores são as chances de consumir diferentes nutrientes essenciais. Uma dica simples para melhorar a alimentação é observar as cores do prato. Quanto mais colorido ele estiver, mais nutritivo tende a ser.

Alimentação saudável também é questão social

Na mesma postagem, Maluf destaca que falar sobre alimentação e prevenção ao câncer também envolve discutir desigualdade. Para muitas pessoas, o acesso a alimentos frescos ainda é limitado.

Enquanto produtos industrializados são baratos e fáceis de encontrar; frutas e verduras nem sempre cabem no orçamento mensal. Isso reforça um ciclo que prejudica a saúde da população.

Por isso, além das escolhas individuais, o médico reforça é importante incentivar políticas públicas, educação alimentar e ações que tornem a comida de qualidade mais acessível para todos.

Pequenas mudanças que fazem diferença

Adotar uma alimentação equilibrada não significa mudar tudo de uma vez. Pequenas atitudes já ajudam bastante, como:

  • Trocar refrigerante por água ou suco natural;
  • Incluir uma fruta por dia;
  • Reduzir o consumo de embutidos;
  • Preparar mais refeições em casa;
  • Ler rótulos antes de comprar.

Essas escolhas, feitas com constância, trazem benefícios ao longo do tempo. O que colocamos no prato diariamente pode fortalecer o corpo ou aumentar o risco de doenças, como o câncer. Como resume o oncologista Fernando Maluf: “Quanto mais prevenção, menos câncer”. 

Veja também:

Nutricionistas explicam se o pão integral ou o pão de centeio é mais saudável e qual devemos escolher: "Eu sempre o recomendo aos meus clientes"
Probióticos e saúde mental: o intestino realmente é nosso “segundo cérebro”?

Temas relacionados