Adicione ovos em sua alimentação diária! (Créditos: Canva)
O ovo está presente na mesa dos brasileiros de forma constante, mas ainda desperta dúvidas sobre seus impactos na saúde. Afinal, ele faz bem ou mal? Quantos ovos podem ser consumidos por dia? E qual é a melhor forma de prepará-los? Segundo o médico Fernando Lemos, do canal Planeta Intestino, esse alimento pode fazer uma grande diferença na qualidade da alimentação e até na disposição ao longo do dia.
O ovo não aumenta o risco de infarto, diz estudo
Durante muitos anos, o ovo foi apontado como um possível vilão da saúde cardiovascular por causa do colesterol presente na gema. No entanto, pesquisas mais recentes mostram um cenário diferente.
Segundo Fernando Lemos, “uma metanálise com mais de 215.000 pessoas acompanhadas por até 32 anos mostrou que consumir até dois ovos no café da manhã não está associado a nenhum aumento de risco cardiovascular, infarto ou AVC”.
A recomendação pode variar conforme o estilo de vida de cada pessoa. Indivíduos fisicamente ativos, praticantes de musculação ou aqueles que possuem maior necessidade de proteínas podem consumir quantidades maiores. Nesses casos, o médico afirma que a ingestão pode chegar a até quatro ovos por dia, desde que haja orientação profissional e acompanhamento adequado por meio de exames.
A forma de preparo influencia diretamente os benefícios
Não basta apenas incluir ovos na alimentação: o modo de preparo também faz diferença. De acordo com o especialista, o ovo cru apresenta digestibilidade proteica de apenas 51%, o que significa que o organismo aproveita pouco mais da metade da proteína disponível.
Já o ovo cozido alcança cerca de 91% de digestibilidade, quase o dobro. Além disso, consumir clara crua regularmente pode aumentar o risco de contaminação por salmonela e favorecer deficiência de biotina, vitamina importante para a saúde dos cabelos e da pele.
Entre os preparos mais recomendados estão o ovo cozido e o pochê, que preservam melhor os nutrientes sem a necessidade de adicionar gorduras. Ovos mexidos ou estrelados também podem ser boas opções quando preparados com pequenas quantidades de azeite de oliva extravirgem ou manteiga ghee.
Por outro lado, o médico alerta para o consumo frequente de ovos fritos em óleos refinados ou margarinas, que podem gerar compostos inflamatórios durante o aquecimento.
Combinar ovos com vegetais potencializa os resultados
Para obter ainda mais benefícios, Fernando Lemos recomenda combinar os ovos com vegetais e alimentos ricos em nutrientes. Tomate, espinafre, rúcula e abacate estão entre as melhores opções.
Segundo ele, a gordura naturalmente presente na gema e também no abacate ajuda a aumentar a absorção de vitaminas lipossolúveis e do licopeno presente no tomate. O resultado é uma refeição mais nutritiva, saciante e com potencial ação anti-inflamatória.
Além disso, o consumo de ovos no café da manhã pode contribuir para uma maior sensação de saciedade ao longo das horas seguintes, ajudando a controlar a fome e favorecendo escolhas alimentares mais equilibradas durante o restante do dia. Para o especialista, pequenas mudanças como essa podem gerar impactos significativos na saúde a longo prazo.
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