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Estudante de apenas 21 anos, com insuficiência renal e cardíaca: o perigo silencioso da bebida não-alcoólica que não é refrigerante
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Caso reforça a importância de uma abordagem consciente em relação às substâncias que, em excesso, podem ter consequências devastadoras para a saúde

Estudante de apenas 21 anos, com insuficiência renal e cardíaca: o perigo silencioso da bebida não-alcoólica que não é refrigerante

Compostos presentes nessas bebidas são altamente perigosos para a saúde se consumidos em excesso (Fotos: Shutterstock; Freepik)

Os especialistas alertam sobre os riscos de determinados tipos de bebidas para a saúde, mas os consumidores custam a acreditar. O excesso de algumas substâncias presentes entre os ingredientes podem desencadear sérios problemas.   

Um caso recente vindo da Inglaterra acende um alerta sobre os riscos do consumo descontrolado de bebidas energéticas, conforme mostra uma reportagem do Business Insider.

Um estudante universitário de 21 anos está em estado grave, internado na UTI de um hospital em Londres, aguardando um transplante duplo de órgãos: rim e coração.

A causa? Não foi o álcool ou refrigerantes, como muitos poderiam imaginar, mas o consumo excessivo de bebidas energéticas.

A ciência alerta sobre o excesso da ingestão de cafeína por dia

O caso foi documentado no periódico BMJ Case Reports, com o objetivo de conscientizar a população e a comunidade médica sobre os perigos ocultos por trás do consumo exagerado de cafeína, especialmente em produtos como as bebidas energéticas.

O universitário consumia, diariamente, quatro latas de 500 ml de bebidas energéticas ao longo de dois anos, uma ingestão diária de aproximadamente 640 mg de cafeína.

Esse valor excede significativamente o limite de segurança recomendado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, que é de 400 mg por dia.

Sintomas alarmantes e necessidade de transplante

Internado no Hospital St. Thomas, em Londres, ele passou quase dois meses sob cuidados intensivos, incluindo uma semana na Unidade de Terapia Intensiva. Antes da internação, o rapaz apresentava sintomas preocupantes como:

  • Tremores incontroláveis;
  • Severa dificuldade para respirar;
  • Problemas gastrointestinais graves.

A gravidade do problema interferiu diretamente na vida acadêmica do universitário, forçando-o a interromper os estudos.

Os médicos afirmaram que para salvar sua vida, seria necessário um transplante de rim e coração, evidenciando a extensão dos danos causados ao seu organismo pelo consumo abusivo de cafeína.

O perigo silencioso da overdose de cafeína

Este episódio serve como um alerta dos sérios efeitos que o consumo excessivo de cafeína pode acarretar, principalmente quando proveniente de bebidas energéticas.

Estes produtos, muitas vezes comercializados como impulsionadores de energia e foco, contêm concentrações de cafeína muito superiores às encontradas em bebidas tradicionais como café ou chá.

Embora a cafeína seja reconhecida como um estimulante seguro em doses moderadas, capaz de promover alerta e energia, o uso excessivo pode desencadear uma série de problemas de saúde. Entre eles:

  • Ansiedade;
  • Taquicardia (frequência cardíaca acelerada);
  • Hipotensão (pressão arterial baixa);
  • E em situações mais extremas, pode levar ao coma e até à morte.

O consumo abusivo de cafeína tem sido associado a um aumento no risco de insuficiência renal. 

Limites e recomendações para a cafeína

Produtos com cafeína concentrada, como bebidas energéticas e suplementos energéticos ou para perda de peso, devem ser utilizados com muita cautela e moderação.

A recomendação geral para a maioria dos adultos saudáveis é não exceder 400 mg de cafeína por dia, o equivalente a aproximadamente quatro xícaras de café coado.

É fundamental estar ciente dos ingredientes e da quantidade de cafeína presente nos produtos consumidos para evitar riscos à saúde.

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