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Essa canjiquinha tem gosto de abraço apertado: receita simples, cremosa e carregada de afeto
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

A canjiquinha é comida que lembra casa cheia, panela grande no fogo e conversa boa enquanto o prato fica pronto

Essa canjiquinha tem gosto de abraço apertado: receita simples, cremosa e carregada de afeto

Essa versão é simples, cremosa e cheia de sabor! (Crédito: Reprodução/ CooknEnjoy no YouTube)

Existem pratos que alimentam mais do que o corpo. Eles aquecem, confortam e parecem carregar histórias em cada colherada. A canjiquinha é exatamente assim.

Presente em muitas mesas do interior, ela costuma aparecer nos dias frios, em almoços demorados ou como aquele prato feito para reunir todo mundo em volta do fogão, esperando a panela borbulhar.

Canjiquinha fácil

Essa versão de canjiquinha é simples, cremosa e cheia de sabor. Não depende de ingredientes caros nem de técnicas complicadas.

O segredo está no tempo, na paciência e na combinação certa entre a canjiquinha bem cozida e um caldo rico, encorpado, daqueles que deixam a casa inteira cheirosa.

É comida de aconchego, perfeita para quando o dia pede algo mais lento e acolhedor. Siga o passo a passo! 

Ingredientes

  • 1 xícara de canjiquinha (quirera de milho)
  • 2 colheres (sopa) de óleo ou azeite
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 200 g de bacon em cubos
  • 300 g de linguiça calabresa em rodelas
  • 1 tomate picado
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • Cheiro-verde picado a gosto
  • Água quente quanto baste

Modo de preparo

  1. Lave a canjiquinha em água corrente e deixe escorrer bem
  2. Em uma panela grande, aqueça o óleo e doure o bacon até soltar bem a gordura
  3. Acrescente a linguiça calabresa e deixe dourar levemente
  4. Junte a cebola e refogue até ficar macia e transparente
  5. Acrescente o alho e refogue rapidamente, apenas até perfumar
  6. Coloque o tomate picado, mexa e deixe cozinhar até começar a desmanchar
  7. Adicione a canjiquinha, misture bem e cubra com água quente
  8. Tempere com sal e pimenta, abaixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando
  9. Vá acrescentando mais água quente sempre que necessário, até a canjiquinha ficar bem macia e cremosa
  10. Ajuste os temperos, finalize com cheiro-verde e sirva bem quente 

Uma boa canjiquinha não é seca nem rala demais. O ponto ideal é cremoso, quase como um risoto rústico, em que os grãos de milho ficam macios e envolvidos por um caldo espesso e saboroso.

Para chegar nesse resultado, não adianta pressa. O cozimento lento permite que o milho solte amido aos poucos, engrossando naturalmente o caldo.

Mexer de vez em quando também é importante, não só para evitar que grude no fundo da panela, mas para ajudar a liberar essa cremosidade característica que faz toda a diferença no prato final.

O sabor que vem do refogado

Outro ponto essencial está no início da receita. Bacon e calabresa formam a base de sabor da canjiquinha. A gordura liberada por eles carrega os aromas da cebola, do alho e do tomate, criando um fundo rico que vai se espalhar por todo o prato.

Esse refogado bem feito dispensa exageros de tempero. Quando os ingredientes douram no ponto certo, o sabor se constrói sozinho, de forma equilibrada e profunda.

Um prato que aceita adaptações

A canjiquinha é democrática e permite variações sem perder a alma. Quem prefere pode usar costelinha suína, carne seca dessalgada ou até frango desfiado.

Também funciona muito bem em versões sem carne, usando apenas legumes e um bom caldo caseiro para manter o sabor.

Adicionar uma folha de louro durante o cozimento ou um toque de páprica defumada muda o perfil do prato sem descaracterizar a receita. Tudo depende do gosto e do que se tem em casa.

Quando servir canjiquinha

Esse é um prato que funciona tanto como refeição principal quanto como acompanhamento. Servida com arroz branco e couve refogada, vira almoço completo. Em porções menores, acompanha carnes assadas ou grelhadas com perfeição.

Também é uma excelente opção para noites frias, reuniões familiares ou aquele dia em que a comida precisa abraçar antes mesmo da primeira garfada.

Faça em casa! É comida que lembra casa cheia, panela grande no fogo e conversa boa enquanto o prato fica pronto.

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