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Especialistas concordam: comer carne depois dos 80 anos pode aumentar a longevidade — não é um mito, mas um hábito a ser repensado
Isabela HenriquesPor  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Especialistas revelam que comer carne depois dos 80 anos pode aumentar a longevidade. Entenda por que a nutrição muda com a idade e o que isso significa na prática!

Especialistas concordam: comer carne depois dos 80 anos pode aumentar a longevidade — não é um mito, mas um hábito a ser repensado

Com o passar dos anos, comer deixa de ser só prazer e vira parte importante da sobrevivência. O apetite vai diminuindo aos poucos, as porções ficam menores e a fome some quase sem avisar. Mas mesmo depois dos 80 anos, o corpo continua pedindo nutrientes essenciais que ele não consegue mais adiar. E, por incrível que pareça, a carne é um dos alimentos que deve ser consumido mesmo depois dos 80 anos.

O que muda depois dos 80?

Novas pesquisas mostram que idosos que continuam comendo carne têm mais chance de chegar aos 100 anos. Não porque a carne seja um alimento milagroso, mas porque as necessidades do corpo mudam com a idade. Os músculos diminuem, os ossos ficam mais frágeis e o organismo passa a precisar mais de proteína, vitamina B12, cálcio e vitamina D. Nessa fase, evitar a perda muscular vira prioridade. A nutrição deixa de ser só prevenção e passa a ser combustível para manter a vitalidade.

Para quem faz mais diferença?

Idosos com constituição mais frágil e peso um pouco abaixo do normal são os que mais se beneficiam de refeições mais completas, com carne incluída. Para esse grupo, comer menos proteína animal pode reduzir bastante as chances de chegar a uma idade muito avançada.

Já para quem está no peso normal ou um pouco acima, esse efeito não aparece com a mesma força. E quem consome peixe, ovos ou laticínios com regularidade também costuma apresentar bons resultados.

Não existe uma dieta única para todo mundo

Esse é o ponto mais importante: depois dos 90 anos, não faz mais sentido seguir regras alimentares genéricas. A nutrição precisa acompanhar o que o corpo pede, não o que as tabelas dizem. Quem segue uma dieta baseada só em plantas, por exemplo, precisa de um planejamento cuidadoso e, muitas vezes, de suplementação, para evitar deficiências.

A lição que fica é simples: a alimentação muda conforme a vida muda. Carne nem sempre faz mal, e salada nem sempre basta. O segredo está em adaptar o que se come à fase em que se está. E, acima de tudo, prestar atenção no que o próprio corpo pede.

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