O café tradicional e extraforte são mesmo ricos em impurezas? (Foto: Shutterstock)
Indispensável na mesa dos brasileiros nas mais variadas versões - desde o expresso tradicional até bebidas geladas com um gostinho cítrico, o café está presente em diferentes horários do dia e ganhou cada vez mais versões ao longo dos anos. No mercado, é possível encontrar classificações como extraforte, tradicional, superior, especial e gourmet, dadas pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café).
Nas redes sociais, um debate sobre a real qualidade dos tipos extrafortes e tradicionais veio à tona: será que eles são mesmo repletos de impurezas e inferiores e de menor qualidade? Para entender melhor, é importante entender que o Brasil é um importante produtor desse grão: segundo dados da Embrapa, a safra nacional foi calculada em 54,94 milhões de sacas de 60kg entre as espécies Coffea arabica e Coffea canephora.
Com uma produção vasta, viu-se a necessidade de categorizar as diferentes produções do grão: Os cafés extraforte e tradicional podem ser considerados resíduos dos demais tipos: as versões gourmet, especial e superior são selecionados de modo mais aprimorado e nelas estão grãos sem defeito e mais regulares.
Impurezas do café tradicional e extraforte são porcentagem ínfima
Aqueles grãos irregulares e com pequenos defeitos são selecionados pela indústria de grande porte para comprar e moer. Mas isso não é errado ou é sinônimo de um café rico em impurezas, como galhos, folhas e sedimentos. No formulário da própria ABIC, a associação estabelece um limite para ganhar o selo de tradicional ou extraforte.
“Os produtos não poderão apresentar índices de impurezas (cascas, paus, sedimentos, etc) acima de 1% e devem ser isentos de qualquer percentual de produtos estranhos (milho, centeio, cevada, etc)”, diz a instituição. Então pode ficar tranquilo: quando você compra um café tradicional ou extraforte, você não está bebendo só galho ou folha torrada.
Trata-se, de fato, de um café menos selecionado e com sabores menos trabalhados do que os tipos gourmet, especial e superior. É preciso, sobretudo, entender o quanto você está disposto a gastar e explorar o sabor da bebida antes de fazer sua escolha.
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