Nos bastidores do Rock in Rio, a produção trabalha para que os artistas tenham tudo para um show completo. (Créditos: C-R-V / Shutterstock)
Por trás dos grandes shows do Rock in Rio existe uma operação gigantesca para garantir que cada artista encontre tudo o que precisa antes de subir ao palco. E algumas dessas demandas podem ser bastante curiosas. Em stories publicados pelo perfil oficial do festival no Instagram, Anna Clara Chemont, diretora de produção artística da RockWorld, compartilhou algumas das situações inusitadas que já precisou resolver nos bastidores.
A função dela é justamente garantir que as necessidades dos artistas sejam atendidas para que eles tenham a melhor estrutura possível e possam entregar um grande espetáculo ao público. Entre os pedidos que já passaram por suas mãos, há desde itens muito específicos até solicitações que parecem saídas de um filme.
Vinho tão caro que teve que ser guardado no cofre
Um dos casos que mais chama atenção envolve uma garrafa de vinho de valor extremamente alto. Ao contar a história, Anna Clara resumiu: "um vinho que foi tão caro, tão caro que quando chegou eu pedi pra guardar no cofre".
O valor exato da garrafa solicitada não foi revelado, mas o universo dos vinhos de luxo ajuda a explicar por que alguns rótulos exigem cuidados especiais. Os preços variam bastante conforme a safra, a conservação, a procedência e a raridade da garrafa, e algumas edições históricas podem alcançar valores muito superiores em leilões, chegando na casa dos milhões.
Até personagem de Star Wars já foi parar no camarim
O vinho está longe de ser o único pedido inusitado. Segundo Anna Clara, a produção já precisou providenciar uma figura de Star Wars em tamanho real para um artista. Em outra ocasião, a solicitação foi de nada menos que 200 cabides para o camarim.
E a história do festival está repleta de exigências curiosas. Em 1991, por exemplo, Prince pediu 400 toalhas brancas para sua passagem pelo Rock in Rio. O mais impressionante é que apenas uma pequena parte teria sido utilizada. Roberto Medina já contou que o cantor usou somente 30 delas, enquanto outras fontes registram número ainda menor.
Outro pedido memorável veio do Red Hot Chili Peppers: a banda solicitou duas árvores grandes dentro do camarim, além de uma sala de meditação, para criar um ambiente mais tranquilo e zen.
De balas importadas a comida trazida de avião
Post Malone também entrou para a lista dos pedidos difíceis de atender. O cantor solicitou as Jelly Belly Fish, balas em formato de peixinho que não eram comercializadas no Brasil na época. A equipe precisou encontrar uma maneira de conseguir o produto específico.
Já Drake levou a exigência para outro nível: chegou ao Brasil acompanhado do próprio chef e da própria comida. Segundo Ingrid Berger, responsável pelos camarins, a equipe do festival sequer podia acompanhar o preparo. A comida também foi levada para o hotel e, nas palavras dela, o artista “não comprou nem salsinha no Brasil”.
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