Os ovos no futuro: como eles serão? (Créditos: Canva)
Uma nova tendência na indústria alimentícia pode transformar a forma como os ovos são consumidos no futuro. Diante de desafios no abastecimento global, empresas já trabalham no desenvolvimento de alternativas feitas com ingredientes de origem vegetal.
A fabricante japonesa Umami United iniciou uma parceria com a Universidade Denki, em Tóquio, para estudar como reproduzir as funções dos ovos usando plantas. A iniciativa surge em um momento de pressão no mercado, com aumento de preços e dificuldades de oferta.
Por que os ovos são tão importantes?
Os ovos têm um papel essencial na produção de alimentos. Eles não servem apenas como ingrediente, mas também ajudam na estrutura, na textura e na mistura de diversos produtos.
Entre suas funções estão a capacidade de coagular quando aquecidos, formar espuma, emulsificar e atuar como agente ligante. Por isso, são amplamente utilizados em pães, doces, carnes processadas e barras de proteína. Atualmente, cerca de um terço da produção mundial de ovos é destinada a alimentos industrializados.
Pesquisa busca replicar funções com ingredientes vegetais
O projeto reúne especialistas para estudar as propriedades das proteínas do ovo e tentar reproduzi-las com alternativas vegetais. A pesquisa é conduzida no Laboratório Handa, conhecido por estudos sobre as características físico-químicas desse alimento.
A ideia é desenvolver ingredientes e processos que consigam substituir o ovo nas receitas, principalmente para aplicações industriais. O foco está na criação de substitutos veganos que mantenham a qualidade dos alimentos.
Crise no abastecimento acelera mudanças
A busca por alternativas não acontece por acaso. Nos últimos anos, surtos de gripe aviária e da doença de Newcastle reduziram significativamente a produção global de ovos.
Milhões de aves foram abatidas, enquanto a demanda continuou em alta. Como consequência, os preços subiram em diferentes regiões. Na Europa, os valores atingiram o maior nível em uma década, enquanto nos Estados Unidos chegaram a recordes históricos.
Esse movimento indica que, diante das mudanças no abastecimento e nos custos, novas alternativas podem ganhar espaço na alimentação nos próximos anos.