O segredo está em observar o que o corpo pede e escolher alimentos que trabalhem a favor dele (Crédito: Shutterstock)
Quando as temperaturas sobem demais, o corpo sente. A fome muda, o cansaço aparece mais rápido e até refeições comuns parecem pesar mais do que deveriam.
Não é impressão: no calor intenso, o organismo trabalha diferente, perde mais líquidos, transpira mais e lida com a digestão de forma mais lenta.
Alimentos ricos em água: hidratação que vem do prato
Um dos maiores aliados do verão são os alimentos naturalmente ricos em água. Frutas entram em cena não apenas como sobremesa, mas como parte estratégica da alimentação diária. Melancia, melão, abacaxi, laranja e morango ajudam a hidratar, fornecem vitaminas e minerais e ainda têm digestão leve.
A melancia merece destaque especial. “A melancia, por exemplo, chega a ter mais de 90% de água e é uma excelente opção para lanches ou sobremesas”, afirma a nutricionista Thays Pomini. Além de refrescante, ela ajuda a repor líquidos, algo essencial quando o calor passa dos limites.
Essas frutas funcionam bem entre refeições, após atividades ao ar livre ou até como parte de pratos principais mais leves, trazendo frescor sem pesar.
Verduras e legumes crus ajudam o corpo a respirar melhor
Quando a temperatura sobe, preparações quentes e muito elaboradas tendem a perder espaço. É nesse momento que verduras e legumes crus se tornam protagonistas. Pepino, alface, rúcula, tomate e abobrinha são exemplos de alimentos leves, hidratantes e ricos em fibras.
Segundo a nutricionista, eles ainda ajudam a manter o intestino funcionando bem e evitam aquela sensação de estufamento comum no calor. Saladas com folhas frescas, legumes crus ou levemente marinados e um fio de azeite costumam ser muito melhor toleradas do que pratos muito gordurosos ou quentes.
Além disso, refeições coloridas e frescas estimulam o apetite de forma mais natural, algo importante em dias em que o calor reduz a vontade de comer.
Água de coco e minerais: reposição inteligente no calor
Suor excessivo não significa apenas perda de água, mas também de minerais importantes para o funcionamento do corpo. Por isso, além de beber água ao longo do dia, vale incluir opções que ajudem na reposição desses eletrólitos.
“A água de coco entra como uma excelente opção natural, pois contém potássio e outros eletrólitos importantes para evitar fadiga e dores de cabeça”, destaca Thays Pomini. Ela é especialmente indicada para quem passa muito tempo ao sol ou pratica atividade física durante o verão.
Proteínas leves também têm vez no verão
Mesmo no calor, o corpo continua precisando de proteínas. A diferença está no tipo escolhido e na forma de preparo. Em vez de pratos pesados, a recomendação é priorizar opções mais leves e de digestão fácil.
Peixes, ovos, frango grelhado e iogurte natural entram como boas escolhas. “O iogurte natural, por exemplo, pode ser combinado com frutas e sementes, trazendo proteínas, cálcio e probióticos”, lembra a nutricionista.
Essa combinação ajuda na saciedade e ainda favorece a saúde intestinal, algo que pode ficar mais sensível em dias muito quentes.
O que piora a sensação de calor no corpo
Assim como alguns alimentos ajudam, outros acabam atrapalhando. Frituras, pratos muito gordurosos e excesso de álcool tendem a aumentar o desconforto gastrointestinal e intensificar a sensação de calor.
Thays alerta que essas escolhas podem deixar o corpo ainda mais sobrecarregado em dias quentes. Por isso, “refeições simples, coloridas e frescas funcionam melhor para o corpo”, reforça.
No fim das contas, atravessar os dias quentes com conforto não exige grandes restrições. “Comer bem no calor não significa fazer restrições radicais, mas sim escolher alimentos que trabalhem a favor do organismo!”, finaliza a nutricionista.
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