Um dos motivos que leva a geração Z a recusar as bebidas é a preocupação com a saúde (Foto: Shutterstock)
Se antes a cerveja era símbolo de socialização e tradição em muitos países, hoje a realidade parece estar mudando. Da Alemanha aos Estados Unidos, passando por outros países da Europa, jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) estão bebendo cada vez menos álcool, conforme apontam pesquisas.
Esse fenômeno está transformando indústrias inteiras, como a cervejeira alemã, historicamente referência mundial. O consumo por pessoa, que já foi de 126 litros por ano em 2000, caiu para 88 litros em 2025, segundo dados oficiais.
Mas o que explica essa mudança de comportamento? Descubra a seguir!
O que está levando a geração Z a beber menos álcool
Pesquisas recentes têm surpreendido: os jovens da genZ não têm mais tanto interesse em bebidas alcoólicas quanto as gerações anteriores. Por que isso acontece?
1. Saúde em primeiro lugar:
A nova geração cresceu em meio ao fortalecimento dos movimentos de bem-estar e à valorização da saúde física e mental. Para muitos, o álcool já não se encaixa nesse estilo de vida, como mostra um artigo da Bloomberg, publicado pela Folha de S.Paulo.
"Eu nunca pediria isso. Está claro para todos que o álcool não é bom para o corpo", diz a estudante Carla Schüßler, ao falar sobre cerveja..
Além da questão dos danos à saúde, o alto teor calórico das bebidas alcoólicas pesa na decisão. Em uma era marcada pela busca por condicionamento físico e pela influência de perfis fitness nas redes sociais, a cerveja perdeu espaço.
"É simplesmente difícil melhorar seu nível de condicionamento físico enquanto bebe", afirma Luke Heiler, de 22 anos, que treina regularmente.
2. Menos renda, mais consciência:
Outro fator relevante é financeiro. Os jovens de hoje têm, em média, menos renda disponível do que gerações anteriores.
E quando decidem gastar, preferem direcionar para experiências que consideram mais significativas do que uma rodada de bebidas.
Essa escolha reflete também uma nova relação com o consumo: mais consciente, mais seletiva e menos centrada em excessos.
3. A ascensão das alternativas:
Essa mudança de comportamento já se reflete no mercado. Só na Alemanha existem mais de 800 variedades de cerveja sem álcool, além de radlers (cervejas misturadas com refrigerante) e bebidas gaseificadas de frutas.
"Não acreditamos que nossa cerveja principal, que contém álcool, alcançará um crescimento significativo nas próximas décadas na Alemanha", reconhece Peter Lemm, porta-voz da Krombacher, uma das maiores fabricantes do país.
Outdoors e comerciais que antes celebravam a bebida alcoólica agora promovem a "diversão sem álcool".
O que podemos aprender com a geração Z?
O comportamento dessa geração traz lições importantes para além do mercado de bebidas.
- Priorizar a saúde: colocar o bem-estar acima de hábitos culturais ou sociais é um sinal de maturidade coletiva;
- Repensar o consumo: gastar de forma mais consciente pode ser um caminho para reduzir excessos e valorizar experiências de qualidade;
- Adaptar tradições: mesmo rituais enraizados, como o de beber socialmente, podem ganhar novas formas sem perder o espírito de convivência.
Essa mudança é um convite à reflexão: será que é realmente necessário consumir álcool para celebrar, confraternizar e relaxar? A resposta dos jovens parece apontar para um sonoro não.
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Ei, você aí que bebe cerveja sem álcool e acha que está arrasando... Corre aqui que as notícias não são boas!