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Por que algumas pessoas não ficam agitadas após consumir cafeína

Você sabia que a cafeína pode reagir de formas diferentes nas pessoas? A explicação sobre essa diferença pode te surpreender!

A cafeína tem uma pouco conhecida ligação com a genética (Foto: Shutterstock)

Dono do posto de segunda bebida mais consumida do mundo, ficando atrás apenas da água, de acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC), o café pode ser considerado uma excelente fonte de energia por ter cafeína.

Esse ativo estimula o sistema nervoso central e pode dar aquele gás extra no organismo, quando consumido sem exageros. Mas você já reparou que nem todo mundo que bebe café fica com esse efeito? A explicação está na genética!

A forma como reagimos ao café, se gostamos do sabor e até como a bebida influencia o nosso risco de ataque cardíaco ou hipertensão: tudo isso está relacionado, em grande parte, aos nossos genes.

“Se você tem variantes genéticas que permitem metabolizar a cafeína mais rapidamente, é mais provável que você consuma mais cafeína e possivelmente apenas tolere um nível mais alto”, indicou Marilyn Cornelis, professora associada de medicina preventiva na Feinberg School of Medicine da Northwestern University, ao “The Washigton Post”.

A maior parte da população tem facilidade em metabolizar a cafeína

Diante dos estudos, foi descoberto o gene em particular que influencia a sensibilidade de cada indivíduo a cafeína: é o CYP1A2. À publicação, o professor Ahmed El-Sohemy, especialista em ciências nutricionais na Universidade de Toronto, indicou que metade de todas as pessoas têm duas cópias da variante “rápida” do CYP1A2, o que as torna metabolizadoras “rápidas” da cafeína.

40% do restante têm apenas uma cópia e são metabolizadores “lentos”, enquanto 10% do total não tem cópias, tornando-se metabolizadores “ultra-lentos” de cafeína. No organismo, a cafeína tem meia-vida média de duas a oito horas: na prática, isso significa que, dependendo do seu metabolismo, seu corpo pode levar de duas a oito horas para remover metade da cafeína do seu sistema.

E a genética pode influenciar até mesmo sua preferência pelo café: publicado na Nature em 2021, uma pesquisa apontou que indivíduos com variantes genéticas associadas à alta sensibilidade à cafeína eram menos propensos a apreciar o sabor amargo do café escuro.

Os efeitos da cafeína podem variar amplamente de pessoa para pessoa. Caso tenha ficado curioso sobre seu organismo, o mais indicado é recorrer a um teste genético e a um profissional de saúde especializado.

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