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O pêssego em calda da minha avó é a minha compota preferida e tem um truque especial para ficar perfeito
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

A compota pode ser mantida na geladeira por até cinco dias em recipiente fechado

O pêssego em calda da minha avó é a minha compota preferida e tem um truque especial para ficar perfeito

Essa compota é uma sobremesa perfeita para acompanhar sorvetes e bolos (Crédito: Shutterstock)

Existem receitas que sobrevivem ao tempo não apenas pelo sabor, mas pela história que carregam. O pêssego em calda é uma delas, capaz de transformar a cozinha em um lugar de cheiros familiares.

O doce, simples e dourado, pode ser colocado na geladeira algumas horas antes do almoço e, quando chega à mesa, parece mais brilhante, mais perfumado e mais especial do que qualquer versão compota comprada pronta!

Pêssego em calda da vovó

Mesmo sendo uma receita básica, o segredo está na forma como a calda se forma, no ponto exato em que o açúcar se dissolve e na paciência para deixar o pêssego cozinhar até que o caldo fique denso, brilhante e levemente aveludado.

O truque é não mexer demais no começo, para não quebrar os pedaços, e só movimentar delicadamente depois que a fruta começar a soltar seu próprio suco.

O resultado é uma compota caseira com textura única! Veja o passo a passo:

Ingredientes

  • 1 kg de pêssegos grandes e maduros
  • 2 copos de 200 ml de açúcar
  • 2 copos de 200 ml de água
  • Opcional: alguns cravos-da-índia ou um pau de canela

Modo de preparo

  1. Lave, descasque e corte os pêssegos em pedaços médios, descartando os caroços
  2. Em uma panela média, coloque a água e leve ao fogo alto até começar a ferver
  3. Acrescente o açúcar e mexa até dissolver completamente, formando uma calda inicial homogênea
  4. Adicione os pedaços de pêssego e cozinhe por cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando para evitar que grudam no fundo
  5. Aguarde até que a fruta esteja macia, o caldo mais espesso e com cor dourada
  6. Retire do fogo e deixe esfriar. Leve à geladeira antes de servir

O aspecto mais aguardado na compota é o caldo aveludado que se forma depois de alguns minutos de cozimento. É ele que diferencia um pêssego caseiro de qualquer versão industrializada.

A calda não precisa ficar extremamente grossa: basta estar reduzida, brilhante e com a cor ligeiramente mais intensa que no início.

O segredo para atingir esse ponto é cozinhar com a panela parcialmente destampada e observar o comportamento da fruta. Quando os pedaços começam a ficar translúcidos e liberar aroma, é sinal de que o açúcar está penetrando na polpa e criando a textura desejada. 

A importância do descanso na geladeira

Depois de pronto, o pêssego deve descansar na geladeira antes de ser servido. Esse passo faz diferença na consistência e no sabor, pois o frio ajuda a firmar a calda e intensifica o perfume da fruta.

Assim como os pêssegos em conserva vendidos em lata, a versão caseira também ganha corpo e equilíbrio depois de algumas horas de refrigeração.

Esse descanso é o que transforma a compota em uma sobremesa perfeita para acompanhar sorvetes, bolos simples ou apenas ser servida em taças, com a própria calda.

Como servir e conservar

A compota pode ser mantida na geladeira por até cinco dias em recipiente fechado. Na hora de servir, basta misturar delicadamente e aproveitar a textura macia e o caldo brilhante.

Para quem quiser presentear no Natal ou em outras ocasiões especiais, é possível armazenar o doce em potes de vidro esterilizados. Amarrar um tecido na tampa e prender com barbante transforma a receita em um presente artesanal cheio de carinho.

Todo ano a minha família come essa sobremesa gelada de pêssego ouvindo a Simone cantar "Então é Natal..."

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