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"Narizes artificiais": a nova invenção de cientistas brasileiros para identificar ingredientes estragados

Já imaginou se você conseguisse identificar o estágio de conservação de um alimento pela embalagem? Parece um sonho, certo? Felizmente, isso pode se tornar nossa nova realidade em um futuro próximo

"Narizes artificiais": a nova invenção de cientistas brasileiros para identificar ingredientes estragados

Um sistema de cores para os alimentos certamente facilitaria a vida dos operadores e consumidores (Créditos: Shutterstock)

Já imaginou se você conseguisse ver se um produto está impróprio para consumo ou não na própria embalagem? A verdade é que uma fruta, legume ou vegetal, por exemplo, pode passar muito tempo no mercado ou feira sem ser comprada e começar a estragar

Levando isso em consideração, cientistas do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, do Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp desenvolveram “narizes artificiais” com substâncias de fácil acesso e baratas para identificar a deterioração de ingredientes. Descubra como isso é possível no TudoGostoso!

O que são e como funcionam esses “narizes artificiais”?

Produzidos a partir do amido de mandioca, água e glicerol, e coloridos com corante, os “narizes artificiais” são, essencialmente, biofilmes que mudam de cor quando entram em contato com certos gases emitidos por alimentos estragados.

Segundo os pesquisadores do IQSC, UFU e IGCE, eles poderiam ser incluídos na própria embalagem ou usados em contato direto com o alimento

Assim, cada estágio de decomposição teria uma cor específica, o que permitiria o controle em tempo real do estado de conservação dos alimentos, evitando desperdício, e poderia garantir a segurança dos consumidores finais.

“Conseguimos avaliar o estágio de conservação do produto olhando para o rearranjo das cores após a exposição aos alimentos em diferentes estágios de apodrecimento. Além disso, esses biofilmes são muito baratos, é um investimento de centavos”, explicou Danilo Manzani, um dos autores do estudo, para o jornal da USP.

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