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Essa apicultora explica como identificar facilmente se o mel é natural ou se você está sendo enganado
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

O mel está entre os alimentos mais fraudados, mas com alguns sinais você descobre se ele é de verdade.

Essa apicultora explica como identificar facilmente se o mel é natural ou se você está sendo enganado

Aprenda a descobrir se o mel que você comprou é natural ou falso. (créditos: Shutterstock)

O mel é um ingrediente bastante versátil. Além de delicioso, ele é natural, nutritivo e cheio de benefícios. Mas ao mesmo tempo, ele é um dos alimentos mais fraudados do mundo. Infelizmente, é mais comum do que imaginamos comprarmos “mel” que, na verdade, é uma mistura de açúcares, xaropes e substâncias que passam bem longe do que deveria ser o verdadeiro produto das abelhas.

A apicultora e criadora de conteúdo Laura, do TikTok @almadepueblo, conhecida por falar sobre a vida rural e a produção de alimentos, gravou um vídeo explicando exatamente o que observar para diferenciar um mel natural de um mel adulterado. E acredite, a diferença está nos mínimos detalhes.

A seguir, veja os sinais que ajudam você a identificar um mel verdadeiro e evitar cair em fraudes.

Como saber se o mel é verdadeiro ou fraudado: dicas simples para não cair em golpes

1. Comece pelo rótulo: ele revela mais do que você imagina

Antes de tudo, Laura recomenda: olhe o rótulo com atenção. No vídeo, ela mostra dois potes de vidro para comparar. O primeiro diz que o mel é “uma mistura de diferentes países”, como Ucrânia e Espanha, mas sem indicar proporções. Ou seja, não se sabe que parte vem de onde e nem a qualidade do produto. “É sempre uma mistura de méis”, explica ela.

E tem casos ainda piores. Alguns frascos sequer informam que são mel e aparecem como “xarope de glicose e frutose”, e mesmo assim são vendidos como se fossem naturais.

Já os méis verdadeiros e de maior qualidade informam claramente onde foram produzidos, onde foram processados e onde foram embalados. Portanto, quanto mais transparente for o rótulo, melhor.

2. Textura e densidade: mel natural não é aguado

Outra dica importante é observar a textura. Mel adulterado costuma ser muito líquido, quase como um xarope. Ele escorre rápido demais e parece “aguado”.

O mel puro, por outro lado, é mais espesso, denso e consistente. Ele cai devagar da colher e deixa um fio firme ao ser derramado. Esse é um detalhe simples, mas que ajuda muito a identificar fraudes.

3. Cristalização: um processo natural que o mel verdadeiro faz

Se o mel cristaliza com o tempo, ótimo, esse é um sinal de pureza.

Laura explica que a cristalização ocorre de forma natural em méis puros, especialmente quando há mudanças de temperatura. O mel fica mais espesso e pode até ganhar uma textura granulada. Isso é totalmente normal e não quer dizer que o mel estragou.

Já o mel industrializado e adulterado pode ficar anos na prateleira sem cristalizar. Isso acontece porque ele contém xaropes e aditivos que evitam a mudança de textura.

Ou seja:

Mel cristalizado é um bom sinal;

 Mel líquido por anos é suspeito.

Por que evitar o mel adulterado?

Além de enganar o consumidor, o mel fraudulento apresenta vários problemas. A começar que o produto tem menos nutrientes, pode conter aditivos e açúcares ultraprocessados e não possui as propriedades terapêuticas do mel natural. No fim das contas, é um alimento que não entrega o que promete.

Como escolher o melhor mel possível?

Algumas dicas práticas:

  • Prefira comprar de produtores locais ou feiras.
  • Observe sempre o rótulo.
  • Desconfie de preços muito baixos.
  • Verifique textura, aroma e a tendência à cristalização.
  • Pesquise marcas confiáveis.

Diferenciar um mel verdadeiro de um mel adulterado não é difícil, só exige atenção a pequenos detalhes. Olhar o rótulo, observar a textura e entender o processo natural de cristalização já ajudam bastante. E, sempre que possível, escolher méis artesanais é uma forma de garantir qualidade e ainda apoiar quem produz de forma correta.

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