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Emili Zaremba, chef: "Um dos pães mais antigos do mundo e nem precisa de forno"
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Mesmo sendo uma receita ancestral, o pão pita se encaixa perfeitamente na rotina moderna

Emili Zaremba, chef: "Um dos pães mais antigos do mundo e nem precisa de forno"

Ao contrário de pães muito densos, o pita é leve e maleável, o que facilita o uso no dia a dia (Crédito: Shutterstock)

Existem receitas que atravessam séculos porque fazem sentido até hoje. O pão pita é um desses casos. Simples na essência, ele nasce de poucos elementos e de uma técnica precisa, transformando farinha e água em algo leve, maleável e versátil.

A chef Emili Zaremba chamou atenção para essa receita em um vídeo publicado no Instagram, onde mostrou que o pão pita é um dos pães mais antigos do mundo e que, surpreendentemente, não precisa de forno! 

Pão pita: tradição milenar feita com técnica simples

O pão pita tem origem no Oriente Médio e faz parte da alimentação de diversas culturas há gerações. Sua principal característica é a bolsa interna que se forma durante o preparo, permitindo que seja recheado com carnes, pastas, legumes ou utilizado como acompanhamento de pratos tradicionais.

O que torna esse pão tão especial é justamente o processo. Diferente de outros pães, ele não precisa de forno para crescer. O vapor criado dentro da massa ao entrar em contato com a frigideira quente é responsável por separar as camadas, formando o interior oco e macio.

Veja como fazer!

Ingredientes

  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de chá de açúcar
  • 1 colher de sopa de fermento biológico seco
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 xícara de água morna (aproximadamente)

Modo de preparo

  1. Misture a farinha, o sal e o açúcar em uma tigela
  2. Adicione o fermento biológico seco
  3. Acrescente o azeite e a água morna aos poucos
  4. Misture até formar uma massa homogênea
  5. Sove por cerca de 8 a 10 minutos até a massa ficar macia e elástica
  6. Cubra e deixe descansar por aproximadamente 1 hora, até dobrar de volume
  7. Divida a massa em porções iguais
  8. Boleie cada porção e deixe descansar por mais 10 minutos
  9. Abra cada bola com rolo até formar discos finos e uniformes
  10. Aqueça bem uma frigideira sem óleo
  11. Coloque o disco na frigideira quente
  12. Aguarde cerca de 20 segundos até surgirem bolhas na superfície
  13. Vire o pão para dourar do outro lado
  14. Observe o momento em que ele infla, formando a bolsa interna

O grande espetáculo do pão pita acontece nos primeiros segundos de contato com a frigideira. Se a temperatura estiver correta, pequenas bolhas surgem rapidamente na superfície. Esse é o sinal de que o vapor está se formando dentro da massa.

Quando o pão infla, significa que o vapor conseguiu separar as camadas internas. É esse processo que cria a cavidade característica. Se a frigideira estiver morna demais, o pão cozinha antes de inflar. Se estiver quente na medida certa, o resultado é um disco macio, leve e perfeitamente moldável.

Abrir a massa com espessura uniforme também é decisivo. Discos muito grossos dificultam a expansão; muito finos podem ressecar e não formar a bolsa adequadamente.

Por que o pão pita continua atual

Mesmo sendo uma receita ancestral, o pão pita se encaixa perfeitamente na rotina moderna. Ele é rápido de preparar, econômico e versátil. Pode ser servido como base para sanduíches, acompanhado de homus, coalhada seca ou até recheado com frango, falafel e vegetais.

Outro ponto forte é a textura. Ao contrário de pães muito densos, o pita é leve e maleável, o que facilita o uso no dia a dia. Também pode ser reaquecido na frigideira ou no forno por poucos minutos, recuperando maciez sem perder qualidade.

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