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Cuidado com o cardápio: 5 alimentos que "andam para trás" e devem ficar fora da mesa de Ano-Novo
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Essas crenças fazem parte do imaginário coletivo e funcionam como rituais simbólicos

Cuidado com o cardápio: 5 alimentos que "andam para trás" e devem ficar fora da mesa de Ano-Novo

O Ano-Novo é também sobre intenção, e a mesa acaba sendo uma extensão desses desejos (Crédito: Shutterstock)

 

A virada do ano é cercada de rituais. Roupa branca, sete ondas no mar, pedidos silenciosos feitos à meia-noite e, claro, um cuidado especial com o que vai à mesa.

Para quem leva as superstições a sério, o cardápio da ceia de Ano-Novo não serve apenas para alimentar, mas também para simbolizar desejos de prosperidade, avanço e boas oportunidades.

E é aí que entra um alerta importante: alguns alimentos são tradicionalmente associados ao retrocesso e costumam ser evitados por quem quer começar o novo ciclo com o pé direito...

Por que algumas comidas são evitadas na virada do ano

As superstições alimentares de Ano-Novo atravessam gerações e culturas. A ideia central é simples: tudo o que simboliza avanço, crescimento e continuidade é bem-vindo. Já aquilo que remete a retrocesso, obstáculos ou estagnação tende a ser deixado de lado, pelo menos na noite da virada.

Nesse contexto, não se trata de proibição absoluta nem de regra rígida. Cada pessoa escolhe seguir ou não essas tradições. Ainda assim, elas seguem muito presentes, especialmente em ceias, onde os costumes são transmitidos quase automaticamente, muitas vezes sem questionamento.

1. Aves em geral: o símbolo mais conhecido do retrocesso

O exemplo mais popular é o das aves, como frango, peru, chester e similares. O motivo é direto: essas aves ciscam para trás. Na interpretação simbólica, isso representa voltar no tempo, perder espaço ou não avançar nos projetos.

Por essa razão, mesmo sendo protagonistas do Natal, essas carnes costumam ser substituídas na ceia de Ano-Novo. Muitas famílias deixam o frango e o peru para os dias seguintes, evitando servi-los justamente na virada, quando o desejo coletivo é seguir adiante.

2. Frutas com espinhos: obstáculos no caminho

Outro grupo que costuma ser evitado inclui frutas com espinhos, tanto externos quanto internos. O espinho, na simbologia popular, está associado a dificuldades, entraves e situações difíceis de atravessar.

Frutas como abacaxi, pequi e algumas variedades mais espinhosas acabam sendo deixadas de fora da ceia do dia 31. A ideia é simples: ninguém quer começar o ano já evocando obstáculos pelo caminho. Em vez delas, entram frutas associadas à abundância, como uvas, romã e maçã. 

3. Animais que se movem para trás ou de lado

Além das aves, outros animais entram nessa lógica simbólica. Crustáceos como caranguejo e siri, por exemplo, são evitados por algumas pessoas porque se deslocam para trás ou lateralmente, o que também é interpretado como falta de progresso.

Apesar de não ser uma superstição tão difundida quanto a das aves, ela aparece em muitas mesas, especialmente em regiões litorâneas, onde esses alimentos são comuns no dia a dia, mas acabam substituídos na virada.

4. Pratos associados à escassez ou restos

Há também quem evite servir pratos muito associados a reaproveitamento ou “restos” na noite de Ano-Novo. A crença é que começar o ano com sobras pode simbolizar falta, aperto ou dificuldade financeira nos meses seguintes.

Isso não significa desperdício, mas uma preferência por pratos preparados especialmente para a ocasião, ainda que simples. A ideia é marcar simbolicamente um começo, e não um reaproveitamento do que sobrou do ciclo anterior.

5. Alimentos escuros ou excessivamente amargos

Em algumas tradições, alimentos muito escuros ou com sabor amargo intenso também são evitados, por serem associados a sentimentos pesados ou experiências difíceis.

Na virada do ano, isso pode incluir a exclusão de pratos muito amargos, bebidas de sabor áspero ou receitas excessivamente escuras, como feijão-preto, café forte ou vegetais amargos crus. 

O que costuma entrar no lugar

Quando esses alimentos ficam de fora, outros entram como protagonistas. Peixes, por exemplo, são muito valorizados por simbolizarem movimento contínuo para a frente. O porco também aparece com frequência, já que avança com o focinho e representa prosperidade.

Leguminosas como lentilha seguem firmes como símbolo de abundância, enquanto frutas doces e redondas reforçam a ideia de ciclo completo e prosperidade.

Superstição ou escolha pessoal?

Vale reforçar que nenhuma dessas crenças tem caráter obrigatório. Elas fazem parte do imaginário coletivo e funcionam como rituais simbólicos, não como regras absolutas. Muita gente segue por tradição, outros por brincadeira, e há quem simplesmente ignore tudo e monte a ceia pelo gosto.

Ainda assim, para quem gosta de entrar no clima da virada com todos os detalhes alinhados, prestar atenção nesses símbolos faz parte do ritual. Afinal, o Ano-Novo é também sobre intenção, e a mesa acaba sendo uma extensão desses desejos.

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