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Bye-bye batata frita: estudo mostra qual é o melhor jeito de comer batata (e o que pode acontecer se comer do pior!)
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

A batata não é vilã. Pelo contrário, é um alimento nutritivo, acessível e versátil

Bye-bye batata frita: estudo mostra qual é o melhor jeito de comer batata (e o que pode acontecer se comer do pior!)

A batata frita deve ser vista como exceção — um prazer pontual, não rotina (Crédito: Shutterstock)

Por décadas, a batata esteve no centro do prato de milhões de pessoas ao redor do mundo. Assada, cozida, em purê ou frita, ela é um dos alimentos mais versáteis e acessíveis da culinária.

Mas uma nova pesquisa reacende o debate: será que a forma de preparo da batata pode influenciar diretamente na saúde, em especial no risco de desenvolver diabetes tipo 2?

A resposta, segundo os cientistas, é um sonoro “sim”.

O que o estudo descobriu

O trabalho analisou dados de mais de 200 mil americanos acompanhados por décadas, observando tanto a frequência de consumo da batata quanto o modo de preparo escolhido.

O resultado surpreendeu, mas também trouxe alívio: batatas consumidas cozidas, assadas ou em forma de purê não aumentam o risco de diabetes tipo 2.

Já o consumo frequente de batatas fritas — três vezes por semana ou mais — esteve associado a uma maior probabilidade de desenvolver a doença.

Por que a fritura é o ponto crítico?

A batata em si é rica em potássio, vitamina C, fibras e carboidratos complexos que fornecem energia de forma eficiente. O problema aparece quando o alimento passa pela fritura. O óleo quente faz a batata absorver gordura, tornando-a muito mais calórica e menos saciante.

Além disso, as versões industrializadas, congeladas e pré-fritas costumam conter excesso de sal e até aditivos como açúcar adicionado ao óleo, fatores que aumentam o impacto negativo.

Ou seja, pode-se dizer que as fritas concentram calorias em pouco volume, oferecem pouca fibra e proteína, e acabam estimulando o consumo exagerado.

O resgate da batata no cardápio saudável

Se a fritura está em xeque, outras formas de preparo recolocam a batata como aliada da saúde. Pesquisas recentes mostraram que pessoas que consomem batatas cozidas ou assadas regularmente apresentam menor risco de morte por doenças cardiovasculares.

Além disso, diretrizes alimentares europeias e nórdicas recomendam o consumo do tubérculo como parte de uma dieta equilibrada, destacando também seu papel sustentável, já que a batata tem baixa pegada de carbono em comparação com outros alimentos ricos em carboidratos.

Como aproveitar o melhor da batata sem culpa

Para quem deseja incluir o alimento no dia a dia sem comprometer a saúde, especialistas sugerem estratégias simples:

  • Prefira versões cozidas, assadas ou em purê leve, com pouco sal e gordura
  • Combine com proteínas e vegetais ricos em fibras, o que reduz o impacto no índice glicêmico
  • Controle as porções: cerca de 100 gramas por refeição já oferecem saciedade
  • Use a técnica do amido resistente: cozinhe a batata, resfrie e depois reaqueça. Isso aumenta a quantidade de amido que funciona como fibra, ajudando na digestão e na saúde metabólica

Vale lembrar: uma porção ocasional de batata frita não compromete uma dieta equilibrada. O problema surge quando esse tipo de preparo se torna hábito frequente, substituindo opções mais nutritivas.

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