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Adoçantes podem acelerar o declínio cognitivo em até 62%, segundo estudo inédito da USP
Amanda LopesPor  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

Adoçantes são usados com frequência no dia a dia da maioria dos brasileiros, mas esse produto pode causar danos para a saúde!

Adoçantes podem acelerar o declínio cognitivo em até 62%, segundo estudo inédito da USP

Pesquisa alerta para o uso de adoçantes (Créditos: Shutterstock)

Nos últimos anos, os adoçantes artificiais se tornaram populares como substitutos do açúcar, principalmente entre quem deseja focar em um estilo de vida mais saudável. Porém, um estudo inédito da Universidade de São Paulo (USP), publicado na revista Neurology, trouxe uma nova perspectiva: o consumo dessas substâncias pode estar associado a um declínio cognitivo até 62% mais rápido. A pesquisa sugere que, além dos impactos metabólicos já conhecidos, os adoçantes também podem afetar a saúde do cérebro, levantando questionamentos sobre seu uso frequente. Venha entender melhor no TudoGostoso!

O estudo inédito da USP

O declínio cognitivo atrelado ao consumo de adoçantes artificiais foi a descoberta de um novo estudo realizado pela USP. Os adoçantes analisados foram aspartame, sacarina, acessulfame-K, eritritol, xilitol, sorbitol e tagatose, facilmente encontrados em alimentos ultraprocessados. Ao longo de 8 anos, os dados 12.772 pessoas, com média de 52 anos, foram analisadas para a pesquisa.

O grupo foi separado de acordo com três quantidades diferentes de adoçantes artificiais por dia. Sendo o menor com uma ingestão diária média de 20 miligramas diária e o grupo com maior consumo, 191 miligramas.

Os resultados do estudo

Foi observado que o grupo que consumiu as maiores quantidades diárias de adoçante apresentou um declínio cognitivo 62% mais rápido em comparação com aquelas que consumiram quantidades menores. Isso representa, em média, 1,6 ano a mais de envelhecimento cerebral.

No quesito idade, as pessoas com menos de 60 anos que consumiram as maiores quantidades de adoçantes apresentaram declínios mais rápidos na fala e na cognição geral, em comparação com aquelas que consumiram as menores quantidades.

Os adoçantes artificiais como alternativa saudável

"Adoçantes de baixa ou nenhuma caloria são frequentemente vistos como uma alternativa saudável ao açúcar, no entanto, nossas descobertas sugerem que quem consome muito adoçante pode estar piorando sua cognição", revela a médica e autora sênior do estudo, Claudia Kimie Suemoto, professora de geriatria da Faculdade de Medicina da USP. 

Quanto aos possíveis efeitos dos adoçantes na saúde do cérebro, os cientistas levantam algumas hipóteses, já que mais estudos precisam ser feitos para comprovar a eficácia. Uma delas é que substâncias liberadas na degradação dos adoçantes possam causar inflamação ou toxicidade nos neurônios. Outra possibilidade é a alteração da microbiota intestinal, que pode prejudicar a tolerância à glicose e comprometer a parte do corpo responsável por proteger o sistema nervoso central contra agentes nocivos.

Por ser um estudo observacional, não é possível afirmar com certeza que os adoçantes foram a causa do declínio. Mais estudos, em especial clínicos, precisam ser feitos sobre o tema para confirmar essas hipóteses e resultados. Ainda assim, os pesquisadores consideram os resultados consistentes e defendem que o resultado encontrado é um ótimo motivo para reduzir o consumo dessas substâncias.

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