O peixe com 21g de proteína que conquistou a Geração Z – e os nutricionistas concordam
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Por  Adriana Douglas

Prático, nutritivo e versátil, o alimento virou tendência nas redes sociais e pode facilitar a rotina de quem busca refeições ricas em proteínas e gorduras boas

O salmão em lata vem se popularizando cada vez mais no mercado e nas redes sociais (Créditos: Shutterstock)

Durante muito tempo, o peixe enlatado foi visto como uma alternativa prática para aqueles dias em que faltava tempo ou disposição para cozinhar. Agora, porém, ele está ganhando espaço no cardápio de quem busca refeições nutritivas e saborosas.

A tendência acompanha o interesse crescente da Geração Z por alimentos ricos em proteínas, preparações rápidas e opções que não exigem grandes habilidades na cozinha. Sardinha, atum, cavala e salmão aparecem em postagens nas redes sociais servidos com torradas, biscoitos salgados, saladas e outros acompanhamentos simples.

Mas o sucesso desses alimentos vai além da aparência dos pratos compartilhados na internet. Os peixes enlatados podem ser aliados de uma alimentação equilibrada, já que oferecem nutrientes de boa qualidade e, em algumas variedades, gorduras benéficas para o organismo. Tudo isso com a vantagem de dispensar o preparo de um peixe fresco.

Por que o peixe enlatado voltou a fazer sucesso?

A praticidade é um dos principais motivos. Diferentemente do peixe cru, que precisa ser armazenado e preparado com cuidado, as versões enlatadas já estão prontas para o consumo. Basta abrir a embalagem, combinar o alimento com outros ingredientes e montar uma refeição.

A conservação prolongada também facilita a rotina. Mantidas nas condições indicadas pelo fabricante, as latas fechadas podem ficar na despensa por bastante tempo, tornando-se uma opção útil para quem precisa organizar as compras e evitar desperdícios.

Outro fator é a popularidade do consumo de proteínas na dieta. Receitas rápidas, lanches proteicos e refeições com poucos ingredientes vêm ganhando espaço entre os jovens, e o peixe enlatado se encaixa bem nessa proposta. Especialmente no caso do salmão em lata, uma porção pode fornecer aproximadamente 21 g de proteína – o que pode representar mais de 20% da recomendação diária para uma pessoa adulta.

Por ser uma proteína de origem animal, o salmão fornece todos os aminoácidos essenciais que precisam ser obtidos por meio da alimentação. Ou seja, é uma ótima opção para ajudar na manutenção e recuperação dos músculos, além de contribuir para o funcionamento adequado do organismo.

Atualmente, existem diversas opções de peixe enlatado para incluir no cardápio (Créditos: Shutterstock)

Sardinha, atum ou salmão: qual é a diferença?

Embora todos sejam boas fontes de proteína, os peixes enlatados apresentam diferenças nutricionais importantes entre si. De forma geral, a principal delas está na composição de cada peixe, especialmente no teor de gordura e na quantidade de determinados micronutrientes.

Por isso, não é necessário escolher sempre o mesmo tipo de enlatado: alternar entre sardinha, salmão, atum e outras opções ajuda a diversificar o cardápio. Variar entre os tipos é uma maneira interessante de aproveitar os nutrientes de cada espécie e evitar que as refeições caiam na mesmice.

Salmão

É uma opção interessante para quem busca proteínas e ômega-3, um tipo de gordura benéfico para a saúde cardiovascular. Seu sabor costuma ser suave e a textura combina com saladas, sanduíches e pastas para passar no pão.

Sardinha

Além das proteínas e do ômega-3, a sardinha enlatada pode fornecer boas doses de cálcio quando suas espinhas macias são consumidas. É uma alternativa acessível e versátil para acompanhar arroz, preparar patês ou incrementar uma torrada.

Atum

O atum em lata tem sabor relativamente suave e é conhecido pelo alto teor de proteína. Funciona bem em saladas, sanduíches e recheios. A quantidade de ômega-3 varia conforme a espécie e algumas variedades podem conter mais mercúrio do que peixes menores.

Além do salmão e do atum, a sardinha também é uma ótima opção para variar a dieta semanal (Créditos: Shutterstock)

Quantas vezes por semana vale a pena comer peixe enlatado?

Como vimos, incluir peixes nas refeições é uma maneira prática de aumentar a ingestão de proteína, especialmente quando o alimento é combinado com fontes de fibras, como feijão, grão-de-bico, verduras e legumes. O hábito também pode contribuir para a ingestão de vitamina B12, selênio e outros vários nutrientes.

Em geral, comer peixe duas vezes na semana é uma recomendação comum de órgãos de saúde – com a orientação de que uma dessas porções seja de um peixe gorduroso, rico em ômega-3. Essa frequência pode ser alcançada com preparações frescas, congeladas ou enlatadas. O importante é considerar a variedade das espécies, a quantidade consumida e o tipo de preparo.

Para quem consome peixe enlatado com frequência, vale apenas prestar atenção ao rótulo. Versões com muito sal ou com molhos adicionados podem ter uma quantidade elevada de sódio. Quando possível, comparar as informações nutricionais ajuda a fazer escolhas mais equilibradas.

Como incluir o peixe enlatado nas refeições do dia a dia?

Uma das grandes vantagens de consumir peixes em lata é que não é preciso preparar uma receita elaborada para aproveitar o alimento. Com ingredientes que costumam estar na geladeira ou na despensa, já é possível montar lanches e refeições saborosas em poucos minutos. Veja algumas sugestões:

  • Torrada com sardinha: combine o peixe com tomate picado, limão e ervas frescas para um lanche saboroso.
  • Salada com salmão: misture o peixe com feijão-branco, pepino, folhas verdes e um molho simples de limão e azeite.
  • Sanduíche de atum: acrescente cenoura ralada, tomate e iogurte natural ou uma pequena quantidade de maionese para dar cremosidade.
  • Macarrão com sardinha: misture o peixe com molho de tomate, alho e ervas para incrementar uma refeição rápida.

Para deixar o prato mais completo, vale combinar o peixe com vegetais e uma fonte de carboidrato, como pão integral, arroz, batata ou macarrão. Leguminosas, como feijão e grão-de-bico, também ajudam a acrescentar fibras e outros nutrientes.

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