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Eles estão juntos há 50 anos, mas moram em montanhas separadas e ele precisa caminhar até uma altitude de 3.500 metros para vê-la todas as manhãs
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Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

História do casal que vive nas serras de Salta, na Argentina, está viralizando na internet

Eles estão juntos há 50 anos, mas moram em montanhas separadas e ele precisa caminhar até uma altitude de 3.500 metros para vê-la todas as manhãs

Conheça a história do casal que vive afastado nas montanhas, mas faz de tudo para manter o contato diário (Créditos: Shutterstock)

Quem vive em regiões montanhosas pode enfrentar alguns desafios, mas quando o amor está envolvido, as dificuldades parecem sumir. É nisso que se resume o relacionamento de Juan, de 72 anos e Antolina, de 74, que estão juntos há 50 anos e vivem em montanhas separadas nas serras dos Vales Calchaquíes, na Argentina. 

A cerca de 3.500 metros de altitude, cada um vive em uma cabana em uma montanha diferente. Mesmo assim, Juan percorre um caminho de 20 a 30 minutos para visitar a esposa todas as manhãs. O casal ficou conhecido depois que o YouTuber Sergio Caballero visitou e compartilhou a história. 

A rotina de Juan e Antolina nos Vales Calchaquíes

Acostumado ao terreno montanhoso e à vida no campo, Juan percorre esse caminho todas as manhãs para visitar a esposa e ajudá-la a cuidar dos animais. O casal vive em uma região afastada dos centros urbanos, onde o ritmo de vida é ditado pela natureza e o acesso à cidade mais próxima, Cafayate, exige uma viagem de cerca de cinco horas.

A história de Juan e Antolina ficou conhecida graças à publicação de um vídeo no YouTube (Créditos: Reprodução / YouTube @conociendomipais-sergiocab6050)

A história de Juan e Antolina ficou conhecida graças à publicação de um vídeo no YouTube (Créditos: Reprodução / YouTube @conociendomipais-sergiocab6050)

Mas por que os dois vivem separados? A decisão não tem relação com uma crise no casamento. Quando se conheceram, Juan e Antolina já tinham suas próprias casas nas montanhas e, mesmo depois de começarem o relacionamento, decidiram manter seus lares separados. Assim, cada um continua vivendo em sua própria propriedade, sem abrir mão da rotina à qual já estava acostumado.

Ao chegar à casa da esposa, Juan ajuda a conduzir as cabras e as ovelhas até as áreas de pastagem e participa das demais tarefas do campo. Somente depois de concluir os afazeres, os dois conseguem aproveitar um tempo juntos. Antes do anoitecer, ele retorna à própria casa. O casal tem três filhos: Clemente vive com Antolina, enquanto os outros dois já constituíram suas próprias famílias e visitam os pais de tempos em tempos.

Os desafios de viver isolado nos Vales Calchaquíes

A vida nos Vales Calchaquíes exige adaptação. As casas são construídas com paredes de pedra, troncos e telhados de palha, materiais tradicionais que ajudam a compor a paisagem das montanhas. A água vem de nascentes naturais, enquanto as refeições são preparadas em fogões a lenha, seguindo os costumes de uma vida rural em que muitos recursos dependem diretamente do ambiente.

Como o acesso aos serviços e ao comércio das cidades é limitado pela distância, o casal também cultiva os próprios alimentos. Nas hortas, há plantações de batata, milho e abóbora. Essa autonomia é importante para enfrentar o isolamento e reduzir a necessidade de percorrer longas distâncias para conseguir mantimentos.

Outro desafio é a presença de animais selvagens na região. Pumas e outros predadores podem representar uma ameaça às cabras e às ovelhas criadas pelo casal, exigindo atenção constante para proteger o rebanho. Nesse cenário, cuidar dos animais e manter a propriedade exige dedicação diária, além de conhecimento sobre o terreno e os hábitos da vida nas montanhas.

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