Informação ajuda a fazer escolhas melhores no mercado (Foto: Shutterstock
Óleo de soja, de canola, azeite ou banha de porco? Toda vez que eu ia ao mercado, ficava parada na frente da prateleira sem saber o que levar. A dúvida aumentou quando assisti ao vídeo de um médico contando qual gordura usa na própria cozinha. Continue lendo e veja o que ele disse e o que descobri depois.
O que o médico usa em casa
O gastrocirurgião Juliano Teles publicou em seu canal no YouTube que, na casa dele, só entra banha de porco caipira. Para ele, a escolha passa pela qualidade do produto e pela tradição, já que os nossos antepassados cozinhavam assim.
Na lista de opções que ele aprova estão o azeite de oliva extravirgem, o óleo de coco e a banha caipira. "Na minha casa, banha de porco caipira, ponto final", resumiu o médico no vídeo.
O que mais me chamou atenção, porém, foi a ênfase dele no bom senso. O médico deixa claro que qualquer gordura deve ser usada em quantidade suficiente para o preparo, sem exageros, e que é melhor escolher produtos de qualidade do que consumir em excesso.
Cada casa tem a sua escolha
A fala do médico me fez pesquisar mais sobre o assunto. Descobri que a escolha da gordura de cozinha é um tema que ainda gera debate entre profissionais de saúde, e que as recomendações podem variar conforme o histórico de cada pessoa.
Como orientação geral, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda que a gordura saturada, presente na banha, na manteiga e no óleo de coco, fique abaixo de 10% das calorias consumidas no dia. Para quem tem fatores de risco, como pressão alta, diabetes ou colesterol elevado, o cuidado precisa ser ainda maior.
Ou seja, a banha pode ter espaço na cozinha, desde que em pequenas quantidades e dentro de uma alimentação equilibrada, exatamente como o médico defende.
O ponto em que todos concordam
Entre as opções citadas pelo médico, há uma que aparece em praticamente todas as recomendações: o azeite de oliva extravirgem. Ele é rico em gordura monoinsaturada e faz parte da dieta mediterrânea, um dos padrões alimentares mais estudados.
A moderação também é consenso. Seja qual for a gordura, a quantidade usada no preparo faz diferença. O próprio médico reforça esse ponto quando fala em usar só o suficiente para cozinhar.
O que mudou na minha cozinha
Hoje, o azeite extravirgem virou o meu principal aliado para refogados e saladas. Para frituras ocasionais, uso óleo vegetal e evito reaproveitar o mesmo óleo várias vezes. A banha ficou reservada para receitas especiais, como um feijão tropeiro de vez em quando.
Também entendi que não existe uma resposta única. Quem tem alguma condição de saúde deve conversar com um médico ou nutricionista antes de mudar a alimentação. Para entender as diferenças entre os produtos, ajuda conhecer os tipos de óleo de cozinha e saber se dá para usar azeite para fritar.
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