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Por que o garfo está sempre à esquerda e a faca à direita? A verdadeira razão remonta ao século XVI
Jéssica AntunesPor  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Um mergulho fascinante na história e na praticidade por trás da disposição clássica dos talheres que usamos todos os dias

Por que o garfo está sempre à esquerda e a faca à direita? A verdadeira razão remonta ao século XVI

Praticidade e elegância no dia a dia: a organização correta de garfos e facas une tradição milenar e conforto para os convidados. (Foto: Shutterstock)

Você já parou para pensar por que sempre colocamos o garfo do lado esquerdo e a faca do lado direito na hora de arrumar a mesa? Esse hábito que repetimos de forma automática esconde uma evolução cheia de curiosidades e bom senso que começou há muitos séculos. Entender essa etiqueta vai muito além de apenas seguir regras de etiqueta comuns, pois mostra como os costumes antigos moldaram a nossa rotina atual. Venha descobrir a história por trás dessa organização e surpreenda seus convidados no próximo jantar.

A origem histórica e a herança dos cavaleiros

A arrumação dos talheres que conhecemos hoje tem raízes profundas que nos levam direto para o século XVI. Naquela época, a faca era o utensílio mais importante da mesa, usada tanto para cortar quanto para levar a comida até a boca, muito antes do garfo se tornar popular.

Essa prática tem origens históricas na herança cavalheiresca, já que a faca também funcionava como um instrumento de defesa pessoal. Por esse motivo, ela era posicionada do lado direito do prato como uma clara homenagem simbólica à espada do cavaleiro, que também era carregada do mesmo lado do corpo.

Tradição que atravessa séculos: o resgate dos costumes do século XVI para criar uma recepção charmosa e funcional na sua casa. (Foto: Shutterstock)

Tradição que atravessa séculos: o resgate dos costumes do século XVI para criar uma recepção charmosa e funcional na sua casa. (Foto: Shutterstock)

A lógica do manuseio e o conforto dos destros

Além de todo o simbolismo histórico, existe uma razão totalmente prática para essa divisão que facilita a nossa vida na hora de comer.

A mão dominante no comando

Como a maior parte das pessoas é destra, colocar a faca do lado direito do prato garante uma facilidade de manuseio muito maior. Isso faz com que o corte da carne e de outros alimentos seja feito de forma mais natural e segura, otimizando o movimento dos braços durante a refeição.

Segurança e boa convivência à mesa

Na hora de organizar os utensílios, quem arruma a mesa deve lembrar que a ponta da faca precisa estar voltada para cima, com a lâmina apontando para a direção do prato. Essa orientação serve para que, quando o convidado virar a faca para usar, evite qualquer tipo de ameaça ou acidente com o vizinho que está sentado ao lado, mantendo o jantar seguro e tranquilo.

A mudança de posição na hora da sobremesa

Quando a refeição principal termina e chega o momento mais doce do dia, a configuração dos talheres muda completamente e ganha uma nova dinâmica.

A coreografia dos talheres de sobremesa

Para servir os doces, a faca perde a função de cortar carnes pesadas, mas continua sendo muito importante. Nessa etapa, ela é colocada horizontalmente na parte superior do prato, logo abaixo dos copos. A lâmina deve ficar voltada para o prato e o cabo posicionado para o lado direito, facilitando o alcance da mão que vai segurar o utensílio.

O posicionamento do garfo menor

O garfo de sobremesa acompanha essa mesma lógica de organização horizontal. Ele é colocado bem próximo ao prato, mas com o cabo virado para o lado esquerdo. Essa disposição cria uma coreografia visualmente bonita e extremamente funcional, garantindo que a sua mesa festiva se transforme em uma experiência memorável para todos os amigos e familiares.

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