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Pensei que fosse um remédio para ressaca, mas na verdade é veneno. Um alimento surpreendente que piora a ressaca
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Na ressaca, escolher leveza costuma ser mais eficiente do que buscar conforto imediato

Pensei que fosse um remédio para ressaca, mas na verdade é veneno. Um alimento surpreendente que piora a ressaca

A melhora da ressaca passa por escolhas menos chamativas, mas muito mais eficazes (Crédito: Shutterstock)

Na manhã seguinte a uma noite de exageros, o corpo acorda em modo de sobrevivência. A cabeça pesa, o estômago reclama, a boca seca não passa e qualquer decisão parece exigir um esforço enorme.

Nesse estado, quase todo mundo segue o instinto: buscar algo que traga conforto imediato, saciedade rápida e a sensação de que “vai ajudar”....

Pizza do dia seguinte contra ressaca?

Um dos alimentos mais escolhidos nesse momento costuma ser visto como acolhedor, quase terapêutico. O problema é que, do ponto de vista do organismo, essa escolha costuma ter o efeito oposto.

Rica em gordura, sódio e carboidratos refinados, a pizza exige uma digestão lenta e trabalhosa, exatamente o oposto do que o corpo precisa nesse momento.

A gordura sobrecarrega o fígado, focado em eliminar o álcool. O excesso de sal contribui para a desidratação. Já a combinação de queijo, massa e molho costuma agravar a irritação do estômago, favorecendo azia e náusea.

A ideia de que a pizza “forra o estômago” não se sustenta do ponto de vista fisiológico. Ela não acelera a recuperação e nem neutraliza o álcool já consumido. Na prática, costuma apenas atrasar o processo...

O que o corpo realmente precisa depois do álcool

A ressaca não é apenas cansaço. Ela envolve desidratação, desequilíbrio de eletrólitos, inflamação e um fígado trabalhando no limite para metabolizar o álcool. O sistema digestivo fica mais lento, o estômago mais sensível e a capacidade de lidar com excessos cai drasticamente.

Nesse cenário, alimentos muito pesados não ajudam a “absorver” nada. Eles apenas adicionam mais trabalho a um corpo que já está sobrecarregado, atrasando a recuperação real e prolongando sintomas como enjoo, azia, dor de cabeça e inchaço.

Outros falsos aliados que seguem a mesma lógica

Depois que se entende o impacto da pizza, fica mais fácil reconhecer outros alimentos que parecem ajudar, mas atrapalham:

  • Hambúrgueres e frituras: excesso de gordura que prolonga a sobrecarga do fígado
  • Macarrão instantâneo: muito sódio, pouca hidratação e alto teor de aditivos
  • Massas com molho cremoso: digestão lenta, gases e sensação de estufamento
  • Café forte ou gelado: efeito diurético que aprofunda a desidratação
  • Frutas muito ácidas em jejum: irritam ainda mais a mucosa gástrica sensibilizada 

O padrão é sempre o mesmo: conforto imediato, piora algumas horas depois...

O que realmente ajuda na recuperação

A melhora da ressaca passa por escolhas menos chamativas, mas muito mais eficazes. Água ao longo do dia, refeições leves, caldos claros, alimentos de fácil digestão e frutas menos ácidas ajudam o corpo a se reequilibrar sem exigir esforço extra.

Aqui, o objetivo não é “tampar” os sintomas, mas permitir que o organismo faça o que precisa fazer: eliminar toxinas e restaurar o equilíbrio perdido.

Na ressaca, escolher leveza costuma ser mais eficiente do que buscar conforto imediato. E, nesse contexto, aquilo que todo mundo acha que ajuda pode ser exatamente o que está prolongando o mal-estar.

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