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O sistema do Airbnb “está quebrado”. O CEO da plataforma admite estar em crise e pede aos anfitriões que baixem os preços

CEO da plataforma de aluguel turístico Airbnb admite crise no serviço e anuncia mudanças para atrair mais clientes e hospedes. 


 

A plataforma de aluguer de casas de férias Airbnb tem enfrentado uma série crise desde o início do ano. (créditos: Shutterstock)

 

A plataforma de aluguel de casas de férias Airbnb não parou de crescer em todo o mundo desde o seu nascimento, em 2008. No entanto, o efeito pós-pandemia deu início a uma verdadeira crise impulsionada pelo aumento dos preços da estadia e outras taxas. A situação ficou ainda mais séria quando, em setembro, a cidade de Nova York proibiu o aluguel de curta duração, implicando uma série de limitações para as plataformas de alojamento turístico.

Os danos que a crise está causando na plataforma fez com que o próprio CEO do Airbnb, Brian Chesky, viesse a público assumir que a situação não está nada boa. Em recente entrevista à Bloomberg, Chesky assume os desafios que o negócio atravessa e responsabiliza o boom acelerado e descontrolado do sistema, um crescimento para o qual nem mesmo os responsáveis ​​estavam preparados para enfrentar quando assumiram o comando do negócio.

Entenda por que o modelo de negócio do Airbnb quase quebrou no último ano

Um dos principais problemas que desencadearam a crise no Airbnb é o preço dos aluguéis. Com o início do fim da pandemia e das restrições, os imóveis passaram a oferecer estadias com valor cada vez mais elevados, sem que isso significasse necessariamente melhorias no serviços. A situação começou a afastar potenciais hóspedes, de modo que a oferta de casas e apartamentos para alugar aumentava, enquanto a procura diminuía, causando descontentamento entre os anfitriões. Ao mesmo tempo, seu principal concorrente Vrbo passou a conquistar mais clientes, principalmente depois de lançar um programa de fidelização de usuários com diversas vantagens.

Para complicar ainda mais a crise, no início de 2023 a empresa enfrentou o que foi chamado de Airbnbust, uma queda brusca em reservas na plataforma. Na época, os anfitriões fizeram uma série de protestos para reclamar da redução das margens de lucro, enquanto os clientes criticavam o valor do aluguel e as várias taxas do serviço.

Qual a estratégia do Airbnb para superar a crise

Em meados de setembro, Chesky lançou uma série de melhorias no site para beneficiar os hóspedes e parceiros da plataforma. Elas giram em torno de pontos problemáticos como preço e atendimento aos clientes. “Queremos que os preços se movam e sejam mais competitivos em relação aos hotéis ”, afirma o CEO.

Além de pedirem aos próprios anfitriões que baixem os preços, a plataforma está trabalhando numa ferramenta específica que permita que os clientes comparem o valor do aluguel com a concorrência e alojamentos hoteleiros próximos. Assim, eles conseguiriam reajustar as suas tarifas e estabelecer preços mais competitivos. “Desde que oferecemos essas ferramentas, vimos os anfitriões começarem a baixar os seus preços, com mais deles a oferecer descontos semanais e mensais”.

A empresa também reformulou a modalidade de locação de quartos. O serviço, chamado de Airbnb Quartos, trouxe novas ferramentas para que os hóspedes se sintam mais seguros. A plataforma traz várias informações sobre o anfitrião e uma série de novos filtros que detalham mais especificamente as condições de cada imóvel.

As estratégias para reerguer o Airbnb não se resumem a baixar o preço para hóspedes e atender a demanda dos anfitriões. “Precisamos colocar ordem na casa”, afirma Chesky após anunciar uma série de mudanças para consertar erros que atrapalham a experiência, principalmente em relação à segurança.

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