Inseguranças e comportamentos controladores com frequência são indícios de TOC. (créditos: Shutterstock)
Sabe quando você vai dormir ou sair de casa e, do nada, surge a dúvida: “será que eu fechei a porta?”. Todo mundo já passou por essa situação uma vez ou outra, no entanto, quando você vive com essa insegurança constantemente, pode ser sinal de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). O quadro é caracterizado por uma forte obsessão por controle e pensamentos negativos recorrentes relacionados a essa obsessão.
Portanto, se você lida com momentos de incerteza constante e um comportamento compulsivo, é bom procurar ajuda. Uma pesquisa recente da Universidade Concordia de Montreal (Canadá) publicada no Journal of Obsessive-Compulsive and Related Disorders sugere que a explicação por trás dessa mania pode ser o medo de perder o controle.
“Mostramos que as pessoas que temem perder o controle têm maior tendência a se envolver em comportamentos controladores com mais frequência ”, diz Adam Radomsky, coautor do estudo. A psicóloga acrescenta que o tratamento clínico ajuda a reduzir os sintomas de TOC e gatilhos dos pacientes sobre a perda de controle, melhorando a qualidade de vida de maneira significativa.
Comportamento metódicos e ansiedade aumentam o risco de TOC
Para realizar o estudo, os pesquisadores contaram com a participação de 133 voluntários que faziam parte de um grupo de estudantes universitários. Os participantes foram submetidos a falsos eletroencefalogramas (EEG) para medir a atividade elétrica do cérebro. Alguns deles receberam informações falsas sobre o risco de perder o controle sobre seus pensamentos e ações, dizendo-lhes que corriam alto ou baixo risco, de forma aleatória.
Depois de receberem os estímulos, os pesquisadores pediram que os voluntários completassem uma atividade no computador. A tarefa era “controlar o ritmo das imagens”, fazendo-as desaparecer da tela antes que o fizessem por conta própria. O que os participantes não sabiam era que eles não tinham controle real sobre as imagens, pois elas eram programadas para aparecer e desaparecer em horários específicos.
Os resultados da investigação revelaram que aqueles que acreditavam estar em maior risco de perder o controle sobre as suas ações envolveram-se num comportamento mais meticuloso em comparação com aqueles que foram informados de que provavelmente manteriam o controle.
Estes resultados apoiaram a hipótese inicial dos investigadores: medos, ansiedade e crenças sobre a perda de controle podem aumentar o risco de uma ampla variedade de problemas, incluindo transtorno de pânico, fobia social, TOC, transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade generalizada, entre outros.
Veja também:
“Parei tudo no mesmo dia”: Gisele Bündchen foi obrigada a mudar alimentação após crises de pânico, ansiedade e depressão
Alimentos para aliviar o estresse e a insônia: confira dicas