Entenda quando o gengibre não está bom para consumo (Créditos: Shutterstock)
Eu sempre achei que sabia identificar um gengibre bom só de bater o olho. Porém, um dia, cortei um pedaço que estava guardado na geladeira havia alguns dias e surpresa: o miolo estava azuladinho, quase acinzentado. Na hora, meu impulso foi jogar fora, pois parecia estragado. Tempos depois, descobri que esse aspecto não indica necessariamente que o gengibre está ruim – e o motivo real desse fenômeno me deixou impressionada!
Por que o gengibre fica azul às vezes?
Essa coloração azulada ou acinzentada no gengibre parece suspeita, mas é quase sempre inofensiva. Na verdade, trata-se de uma reação natural entre os compostos desse alimento e fatores como forma de armazenamento, contato com o ar e até a proximidade com utensílios metálicos.
Algumas enzimas e aminoácidos do gengibre simplesmente mudam de cor quando encontram condições específicas. Por isso, às vezes, ele ganha um tom azul, acinzentado ou até levemente esverdeado – mas continua próprio para consumo, desde que o cheiro e a textura estejam normais.
Agora, se além da cor diferente você notar um azedume estranho, cheiro de mofo, uma gosminha suspeita ou manchas escuras, aí não tem milagre: esse, sim, é o gengibre que já passou do ponto. Para ficar mais fácil de entender se o alimento está bom para consumo, considere-se os seguintes pontos:
- Cor: azul clarinho ou acinzentado, mas uniforme e sem manchas escuras, é normal. Já tons acastanhados, pretos ou áreas com podridão são sinal de “adeus”.
- Cheiro: gengibre fresco tem aquele aroma forte e refrescante. Se estiver lembrando vinagre, mofo ou se estiver muito diferente do normal, melhor descartar.
- Textura: raiz firme é sinal de vida. Aspecto molenga, úmido ou escorregadio significa “lixo”.
O mais curioso: o gengibre azul pode ser ainda mais potente
Essa parte me pegou de surpresa. Em alguns casos, quando o gengibre fica levemente escurecido ou azulado, ele pode concentrar mais gingerol e shogaol – compostos responsáveis pela picância e pelos benefícios anti-inflamatórios e antioxidantes do alimento. Portanto, aquele pedaço que eu jurava ter estragado podia, na verdade, estar cheio de propriedades boas e com sabor mais intenso.
Como guardar o gengibre do jeito certo para evitar a mudança de cor
Depois que aprendi esse monte de informações sobre o gengibre, passei a guardá-lo longe de umidade e do calor. Além disso, descobri que, na geladeira, embrulhado em papel toalha e dentro de um saco fechado, dura até duas semanas tranquilamente. Já no freezer, mesmo cortado ou descascado, ele dura meses sem perder nutrientes e sem escurecer.
Hoje, quando corto um gengibre e vejo aquele tom azul discreto, já não me frustro. O que realmente importa é avaliar o cheiro, a textura e a presença (ou não) de sinais claros de deterioração. Agora, sempre dou uma segunda chance para esse alimento, que pode estar mais cheio de benefícios do que eu imaginava!
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