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Maria Emília, endocrinologista: "Existe um melhor horário para consumir aquele docinho. A estratégia é evitar um pico glicêmico"
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Existe, sim, um melhor momento para comer doce!

Maria Emília, endocrinologista: "Existe um melhor horário para consumir aquele docinho. A estratégia é evitar um pico glicêmico"

Com essa abordagem, é possível reduzir o impacto glicêmico e tornar o consumo de açúcar mais consciente e equilibrado (Crédito: Shutterstock)

Quem nunca tentou cortar totalmente o doce da rotina e acabou atacando a sobremesa dias depois? A relação com o açúcar costuma ser cercada de culpa, restrição e exageros. Mas será que existe, de fato, um horário mais inteligente para comer aquele docinho sem prejudicar tanto o organismo?

Segundo a endocrinologista Maria Emília Almeida, a resposta é sim. E a explicação é científica. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela explica que a grande estratégia é evitar que exista um pico glicêmico, pois isso leva a um pico de insulina... Vamos entender!

O que acontece no corpo quando você come doce isolado

Para entender o melhor momento para consumir açúcar, é preciso primeiro compreender o que acontece dentro do organismo. Maria Emília explica que, quando a glicose sobe muito rápido, o corpo faz com que a insulina trabalhe muito mais rápido e numa quantidade muito maior.

Na prática, isso significa que, ao ingerir um doce sozinho, especialmente em jejum ou entre as refeições, a glicose no sangue sobe rapidamente. O corpo responde liberando uma grande quantidade de insulina para tentar equilibrar essa elevação.

O problema é o que vem depois. “Aí você tem uma queda da glicose. Seu corpo fica achando que ele está com falta de energia e te dá uma vontade doida de comer um doce de novo para aumentar essa glicose”, explica. Segundo ela, esse mecanismo cria um ciclo difícil de romper.

Existe um melhor horário para comer doce?

De acordo com a endocrinologista, a estratégia é simples e prática. “A grande sacada é que você consuma seu docinho depois de uma refeição, pois você vai usar os outros alimentos como um aliado”.

Ou seja, o melhor momento para comer aquele doce não é isoladamente, mas após uma refeição principal. Isso porque os outros nutrientes presentes no prato ajudam a modular a absorção do açúcar.

Se você consumir proteína, gordura e fibra junto com seu doce, você vai fazer com que o corpo tenha uma absorção mais lenta do açúcar, uma liberação não tão abrupta de insulina e até um esvaziamento gástrico mais lento. 

Por que comer doce após a refeição reduz o impacto glicêmico?

Quando o doce é consumido depois de uma refeição completa, o organismo já está lidando com diferentes macronutrientes. Proteínas, gorduras e fibras retardam a digestão e a absorção dos carboidratos simples.

Isso faz com que a glicose não entre na corrente sanguínea de forma tão rápida quanto entraria se o doce fosse ingerido sozinho. Consequentemente, a liberação de insulina tende a ser menos brusca.

O resultado é um efeito mais estável sobre os níveis de energia e menos chance de desencadear aquela vontade imediata de repetir o doce minutos depois.

Comer doce pode fazer parte de uma rotina equilibrada?

Outro ponto importante trazido por Maria Emília é o aspecto emocional da alimentação. Ela reforça que o consumo de doce não precisa ser acompanhado de culpa ou restrição extrema.

A lógica é que, ao permitir o doce de forma planejada e consciente, a tendência é que a pessoa consuma uma quantidade menor, com mais satisfação, evitando episódios de exagero.

A fala da endocrinologista deixa claro que a questão não é demonizar o doce, mas entender como o corpo reage ao açúcar. Evitar picos glicêmicos ajuda a prevenir oscilações bruscas de energia e a sensação de fome intensa pouco tempo depois.

Com essa abordagem, é possível reduzir o impacto glicêmico e tornar o consumo de açúcar mais consciente e equilibrado.

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