Escolher o azeite certo passa por olhar o rótulo com mais atenção. (Foto: Canva e reprodução @dr.jeanmichelcohen no Instagram)
Diante da variedade de garrafas na prateleira do mercado, é fácil escolher o azeite pelo preço ou pela marca mais conhecida, sem reparar em detalhes que fazem diferença no prato e na saúde. O nutricionista francês Jean-Michel Cohen, em vídeo publicado no Instagram, explica que a escolha ideal depende de três critérios: a categoria indicada no rótulo, o uso culinário e a quantidade consumida. Antes de colocar mais uma garrafa de azeite extra virgem no carrinho, veja o que considerar.
O rótulo já indica muita coisa
Segundo a Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Combate à Fraude, órgão francês que regula o setor, o azeite extravirgem é o de categoria superior, extraído das azeitonas apenas por processos mecânicos. O virgem segue o mesmo tipo de extração, com uma acidez um pouco mais alta. Já os azeites que levam a palavra refinado no rótulo passaram por processos industriais e têm perfil de sabor diferente, o que não significa que devam ser descartados.
Para quem quer entender melhor essas categorias antes de decidir, vale reparar também na diferença de acidez entre os tipos, um dado que ajuda a explicar por que alguns azeites custam mais que outros.
Extra virgem não é garantia automática de saúde
Um erro comum é achar que a palavra extravirgem, sozinha, já garante mais benefícios para o organismo. Na prática, o termo indica a categoria e o método de extração, e não uma promessa nutricional. Pode ser a melhor opção para quem busca sabor mais marcante num tempero, mas a pergunta certa é qual azeite atende à necessidade do momento, não qual é o melhor de forma genérica. Um azeite frutado combina com saladas e legumes, enquanto um mais suave evita dominar o prato quando o objetivo é discrição.
Atenção redobrada para não levar produto adulterado
Como o azeite figura entre os itens mais visados por fraudes no mundo todo, vale redobrar a atenção antes de fechar a compra. Verificar a origem, desconfiar de preços fora da curva e observar a embalagem ajuda a evitar cair em um produto falsificado disfarçado de azeite puro.
Moderação e variedade também fazem parte da escolha
As diretrizes alimentares francesas colocam o azeite de oliva entre os óleos recomendados no dia a dia, ao lado do óleo de colza e do óleo de noz, mas reforçam que ele continua sendo uma gordura e deve ser usado com moderação. Uma colher de chá equivale a cerca de 5 ml e uma colher de sopa a cerca de 15 ml, medida que evita o excesso de despejar o azeite direto da garrafa sobre a comida. Alternar entre diferentes óleos, em vez de depender só do azeite, também ajuda a variar os tipos de gordura consumidos.
Desconfie de promessas milagrosas no rótulo
Alguns azeites ricos em polifenóis podem trazer, de forma regulamentada na União Europeia, a informação de que ajudam a proteger os lipídios do sangue contra o estresse oxidativo, desde que respeitem limites mínimos de consumo. Isso está longe de significar que o produto protege o coração ou previne doenças. Nenhum azeite cura ou evita problema de saúde sozinho, e vale manter esse discernimento na hora de interpretar o rótulo.
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