4 ideias erradas sobre o consumo de carboidratos e seu impacto na glicemia, segundo especialistas
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

Carboidratos não precisam ser excluídos da alimentação para manter a glicemia sob controle.

4 ideias erradas sobre o consumo de carboidratos e seu impacto na glicemia, segundo especialistas

Uma alimentação com pouquíssimo carboidrato não é a melhor estratégia para todas as pessoas. (créditos: Shuttestock)

Carboidratos costumam aparecer no centro das discussões sobre dietas e, principalmente, sobre glicemia. Para quem tem diabetes ou pré-diabetes, isso pode gerar uma série de dúvidas e até levar a restrições desnecessárias. Mas especialistas e organizações internacionais destacam que controlar a glicose não significa cortar esse nutriente por completo.

A qualidade dos alimentos, a quantidade consumida e a forma como eles são combinados na refeição também fazem diferença. Ao contrário do que muitos pensam, os carboidratos não precisam ser vistos como os grandes vilões da alimentação.

Veja a seguir 4 mitos sobre carboidratos e glicemia que precisam ser revistos.

1. Quem tem diabetes precisa eliminar os carboidratos

Esse é um dos principais equívocos. O diagnóstico de diabetes não significa que pães, arroz, frutas, feijão ou outros alimentos fontes de carboidrato precisam desaparecer do cardápio.

A Associação Americana de Diabetes (ADA) defende uma alimentação individualizada, com preferência por alimentos ricos em nutrientes e fibras e menos processados. Leguminosas, frutas inteiras, vegetais e grãos integrais estão entre as opções recomendadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue uma linha semelhante. Em vez de propor a eliminação do nutriente, a entidade orienta priorizar fontes de melhor qualidade e com mais fibras.

2. Todo carboidrato provoca o mesmo efeito na glicemia

A quantidade consumida importa, mas o tipo de carboidrato também interfere na resposta do organismo. Alimentos ricos em fibras tendem a ser digeridos mais lentamente, enquanto opções mais refinadas podem provocar uma elevação mais rápida da glicose.

Por isso, trocar alimentos ultraprocessados por fontes integrais faz diferença. A composição completa da refeição também deve ser considerada.

Outro detalhe importante é que um produto escrito “sem açúcar” na embalagem não necessariamente tem pouco carboidrato. Farinhas, amidos e outros ingredientes podem continuar presentes e influenciar a glicemia.

A qualidade do carboidrato também influencia a glicemia. (créditos: Shutterstock)

A qualidade do carboidrato também influencia a glicemia. (créditos: Shutterstock)

3. É preciso evitar frutas porque elas têm açúcar

A presença de açúcar natural não transforma as frutas como alimentos que aumentam a glicemia. Pelo contrário. A OMS inclui frutas entre as fontes recomendadas de carboidratos.

A fruta inteira também oferece água, fibras, vitaminas, minerais e compostos vegetais. Sua estrutura faz com que a digestão seja diferente da de produtos como sucos.

Por isso, recomendações nutricionais costumam dar preferência à fruta inteira em vez de bebidas à base de frutas. Também é possível combiná-la com fontes de proteína ou gorduras saudáveis, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

4. Quanto menos carboidrato, melhor será o controle da glicemia

Reduzir drasticamente os carboidratos pode parecer uma solução simples, mas não existe uma quantidade ideal que funcione para todas as pessoas. A ADA destaca que diferentes padrões alimentares podem ser adequados. O plano deve levar em conta as necessidades individuais, a rotina e a capacidade de manter as escolhas ao longo do tempo.

Dietas muito restritivas podem até produzir mudanças rápidas no peso, mas isso não significa que sejam superiores para o controle glicêmico a longo prazo. Mais importante do que demonizar o nutriente é escolher boas fontes, controlar as porções e manter uma alimentação equilibrada.

Carboidrato faz mal para a glicemia?

A resposta não é tão simples. O impacto depende de fatores como tipo e quantidade de carboidrato, teor de fibras e composição da refeição.

Para a maioria das pessoas, a estratégia não precisa ser eliminar esse grupo alimentar, mas melhorar as escolhas. Grãos integrais, frutas inteiras, vegetais e leguminosas são exemplos de fontes que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

No caso de diabetes ou pré-diabetes, a quantidade adequada deve ser individualizada com orientação de um profissional de saúde.

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