Especialista explica como essa bebida pode afetar o corpo e os cuidados com o consumo
O café faz parte da rotina de muitas pessoas ao redor do mundo, mas costuma gerar uma dúvida comum: ele é um aliado ou inimigo? Existem muitos estudos que comprovam os benefícios do café para a saúde, se for consumido com moderação, mas o especialista em psiconeuroimunologia, Xavi Cañellas, acredita que “o problema surge quando o café deixa de ser um prazer”. Em entrevista à revista espanhola AS, o especialista sobre os cuidados com o consumo do café. Confira!
Por que o café pode ser um problema quando seu consumo deixa de ser prazeroso?
Servido logo no café da manhã, no lanche da tarde ou para afastar o sono durante o trabalho. No entanto, o consumo da bebida pode ser preocupante quando deixa de ser um prazer e se torna um "combustível" do qual dependemos.
Isso, devido a maneira como a cafeína reage em nosso organismo: “A cafeína bloqueia os receptores de adenosina, a molécula que avisa ao cérebro que estamos cansados. Em outras palavras, ela não elimina a fadiga, apenas silencia o sinal”.
Além disso, Cañellas também explica que o corpo já possui um mecanismo natural para ficar alerta. Os primeiros 30 a 45 minutos após acordar, quando ocorre um aumento do cortisol é um exemplo do funcionamento desse sistema, ajudando na transição do sono para um estado de alerta.
Segundo ele, se uma pessoa dorme bem, possui uma boa tolerância ao café e consome por que gosta, sem exageros, provavelmente não há problema. Mas, ainda assim, é preciso se atentar e incluí-la na rotina de forma consciente, sem usá-la como uma bengala para afastar o cansaço todos os dias ou como um combustível.
Quantas xícaras de café podem ser consumidas por dia?
A quantidade segura de café por dia depende da sensibilidade de cada pessoa à cafeína, mas, para a maioria dos adultos saudáveis, especialistas indicam um limite de cerca de 400 mg de cafeína por dia. Isso equivale aproximadamente a 3 a 4 xícaras de café coado de 200 ml.
Esse nível costuma ser considerado seguro por organizações como a Mayo Clinic e a U.S. Food and Drug Administration, desde que a pessoa não tenha condições de saúde que exijam restrição de cafeína. Além disso, o tamanho da xícara e o método de preparo influenciam na quantidade de cafeína, então cafés mais fortes ou em grandes volumes podem atingir o limite diário mais rapidamente.
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