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Um renomado filósofo de 66 anos: "Ficar em casa é a forma mais lúcida de resistência"
Amanda LopesPor  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

Sair é agradável, mas nada se compara à tranquilidade de estar em paz no conforto da própria casa.

Um renomado filósofo de 66 anos: "Ficar em casa é a forma mais lúcida de resistência"

Esse filósofo defende ficar em casa como algo importante. (Créditos: Shutterstock)

Em um mundo marcado pela pressa constante e pela necessidade de estar sempre em todos os lugares ao mesmo tempo, a ideia de parar soa quase como um ato de rebeldia.

É justamente nesse ponto que o filósofo Byung-Chul Han, vencedor do Prêmio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades de 2025, chama atenção. Conhecido por obras como Sociedade do Cansaço e Vida Contemplativa, ele propõe uma revolução silenciosa: o retorno ao lar como forma de resistência ao excesso de estímulos, à cobrança por desempenho e à exposição contínua. Venha entender melhor!

O lar como refúgio

Segundo Byung-Chul Han, a sociedade atual vive sob o domínio da performance. Estar sempre disponível, produtivo e ativo tornou-se uma exigência difícil de escapar. As redes sociais ampliaram essa lógica ao transformar cada momento em algo potencialmente exibível.

Nesse cenário, o lar surge como um dos últimos espaços de proteção contra o ruído constante. É dentro de casa, no silêncio, que as pessoas ainda conseguem se escutar de verdade. 

O valor do tempo livre

Han também questiona a ideia de que todo tempo precisa ser útil ou rentável. O descanso verdadeiro, aquele que não está ligado a metas ou resultados, foi sendo destruído aos poucos pela obsessão em fazer mais e mostrar mais. Para ele, momentos em que “nada acontece” são essenciais para a saúde mental. Esse tempo anônimo e improdutivo permite recuperar a sensibilidade, a criatividade e o contato consigo mesmo. Ficar em casa, longe da lógica do desempenho, torna-se uma forma de recuperar o direito de simplesmente existir.

Ficar em casa como ato importante

O lar funciona como um lugar importante para a liberdade e a saúde emocional. Han associa essa ideia a uma espécie de “terapia domiciliar”, na qual a casa deixa de ser apenas funcional e passa a proteger e regenerar. Escolher ficar em casa, portanto, é um gesto que recusa a autoexploração, preserva o bem-estar e devolve ao indivíduo o controle sobre o próprio tempo.

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